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sábado, 24 de junho de 2017

Grandes Discos Brasileiros | 'O Concreto Já Rachou' - Plebe Rude (1985)



Na série Grandes Discos Brasileiros vamos falar de um trabalho de estreia que é considerados um dos melhores de todos os tempos que trouxe letras com teor crítico ao momento que o Brasil passava, algo normal e cotidiano em bandas de Rock Nacional na década de 80, principalmente as bandas oriundas de Brasília que viam de perto os comandantes do nosso país realizar planos e ações nada favoráveis a população e um dos grupos linha de frente e revolucionária foi o Plebe Rude que conseguiu em seus discos dar o recado.




Vamos então falar de O Concreto Já Rachou, lançado em 1985, mas na época não foi lançado como um disco de vinil normal e sim como um mini disco de vinil e a explicação é que o trabalho vem com sete faixas, mas bastou apenas isso para que o trabalho fosse aclamado. O disco já chama a atenção pela capa e isso tem ligação com suas influências que era o Punk e algumas bandas como o The Clash.

O disco é todo no estilo Punk Rock e vemos muito peso nas guitarras e bateria nervosa, sendo elas até dançantes como vemos em alguns shows ao vivo na TV. Em listas especializadas considerando apenas o Punk ele lidera ou está entre as primeiras colocadas.

O disco contou com a produção de Herbert Vianna dos Paralamas do Sucesso e engraçado que em uma das canções do disco, na faixa "Minha Renda" eles fazem uma crítica a gravadoras que faz com que algumas bandas mudam seu conceito e até mesmo as letras da música e cita o próprio Herbert que levou na esportiva e acabou participando nos vocais da canção.


Plebe Rude em 1985

A grande música deste disco com certeza é "Até Quando Esperar" que é considerado até um hino das canções de protesto por ter uma letra com bastante peso e atitude. A canção tocou bastante nas emissoras de rádios e nos shows eram uma das mais pedidas, mas sempre tocadas até hoje. O que deixa a canção ainda mais espetacular é o solo  de cello, um instrumento de cordas executado brilhantemente por Jaques Morelenbaum.

Outra grande faixa de destaque é "Proteção" que fez sucesso muito grande em Brasília e relativamente bom nos demais estados brasileiros. A canção fala sobre a proteção que a instituição, no caso a Polícia Militar ou a Guarda Nacional devem fazer, mas apesar de fazer o seu trabalho, ou seja, proteger, deixam algumas interrogações no ar sobre o que realmente faz.

Na faixa "Sexo e Karatê" tem a participação da cantora Fernanda Abreu.

O disco foi bem aceito pela crítica e conseguiu agradar muitas pessoas fãs de Punk e de outros estilos do Rock que iam a lojas de discos adquirir este trabalho que vendeu mais de 200 mil cópias.


Faixas


Faixa Título Compositor(es)



1
Até Quando Esperar
Philippe Seabra e André X
2
Proteção
Philippe Seabra
3
Johnny Vai à Guerra (Outra Vez)
Philippe Seabra, André X, Gutje e Jander Bilaphra
4
Minha Renda
Philipe Seabra, André X, Gutje e Jander Bilaphra
5
Sexo e Karatê
André X e Jander Bilaphra
6
Seu Jogo
André Pretorius e Philippe Seabra
7
Brasília
Philippe Seabra, André X, Gutje e Jander Bilaphra




Ouça o Disco

Não encontrei no YouTube um vídeo com as sete faixas do disco O Concreto Já Rachou, mas para quem possui aplicativos de música como o Spotify pode ir lá conferir que tem o disco completo.à disposição. Abaixo compartilho o vídeo da canção "Até Quando Esperar" em formato de clipe para a MTV.



sexta-feira, 23 de junho de 2017

Grandes Discos Brasileiros | 'Angela Ro Ro' - Angela Ro Ro (1979)



Uma das cantoras que teve fortes repercussões sobre voz e interpretações perfeitas foi a cantora carioca Angela Ro Ro que surgiu com uma voz forte, porém com uma característica bem peculiar que era a sua rouquidão que de tão útil na sua vida e nas suas canções que seu nome que é na verdade Angela Maria Diniz Gonçalves, foi retirado todo o sobrenome e adicionado Ro Ro que vem da risada grave e rouca; características que fazem também o diferencial da voz; um pronunciado sotaque carioca, caracterizado pela acentuação da vogal "a" muitas vezes encavalada na consoante "r", de maneira rasgada e aberta; a fala rápida e atropelada acentua essas características.




Desde nova Angela Ro Ro tinha talento para compor e conseguiu escrever para grandes nomes da música brasileira. Angela começou na música tocando piano aos cinco anos de idade e anos depois começava a aperfeiçoar sua voz e interpretações nos anos 60, mas somente em 1979 veio a lançar seu disco de estreia que traz o seu nome, causando aclamação da crítica e amantes da música brasileira que viam em Angela um talento que não ficaria apenas no disco de estreia.


Angela Ro Ro em 1979

O disco rapidamente chegou aos ouvidos de muitos brasileiros, sobretudo com a forma como eram as canções e pelo estilo bem romântico, que estava cada vez mais amadurecendo nesta época e muitos artistas apareciam, mas neste caso a voz de Angela e a maioria das faixas com o piano em primeiro plano como instrumento dava um sentimento.

O grande sucesso deste disco e que é muito conhecido até hoje é "Amor, Meu Grande Amor" que é de autoria de Angela Ro Ro e Ana Terra. A letra representa muito o que estava acontecendo no mundo romântico e a letra era muito forte, mas com detalhes mais delicados com traços suaves, sendo talvez uma das cinco canções mais marcantes naquele período.




De tão romântico o disco que ele abre com a faixa "Cheirando a Amor", mostrando todo o aroma do disco. Essa canção começa com pequenos riffs de guitarra e um som leve de bateria e logo aparece a bela voz de Angela numa interpretação fantástica.

Outra faixa de destaque é "Gota de Sangue" que era bem conhecida na voz de Maria Bethânia no ano de 1979 e dias depois Angela Ro Ro lançaria em seu disco esta canção. Esta canção segue o mesmo padrão de algumas canções do disco com uma letra forte, envolvente, com alguns toques de suavidade.

Uma canção que tocou bem nas emissoras na época foi "Não Há Cabeça"  que tem uma composição artística muito bem realizada e produzida onde apenas voz e piano ficavam de primeiro plano e o resultado é fascinante quando se acompanha a letra.

O disco é considerado um grande marco do estilo romântico e da história da música brasileira, considerado um álbum indispensável para ouvir por conta da qualidade que foi levado muito a sério e por causa disso ele é considerado um dos grandes discos brasileiros em vários listas.


Faixas

Faixa Título Compositor(es)



1
Cheirando a Amor
Angela Ro Ro
2
Gota de Sangue
Angela Ro Ro
3
Tola Foi Você
Angela Ro Ro
4
Não Há Cabeça
Angela Ro Ro
5
Amor, Meu Grande Amor
Ana Terra, Angela Ro Ro
6
Me Acalmo Danando
Angela Ro Ro
7
Agito e Uso
Angela Ro Ro
8
Mares da Espanha
Angela Ro Ro
9
Minha Mãezinha
Angela Ro Ro
10
Balada da Arrasada
Angela Ro Ro
11
A Mim e a Mais Ninguém
Sérgio Bandeyra, Angela Ro Ro
12
Abre o Coração
Angela Ro Ro



Ouça o Disco 


 

Revista WOW Magazine estampa Sandy em três lindas capas. Vejam


A cantora Sandy que é uma das queridinhas do Brasil posou para a Revista WOW Magazine que trouxe três belas capas, sendo difícil de escolher qual delas é a melhor.





quinta-feira, 22 de junho de 2017

Noventa Noventa's | 58 - Ioiô (YOYO) Coca-Cola - Uma das coleções mais marcantes da marca Coca-Cola


Noventa Noventa's
Fato #58


Ioiô Coca-Cola
Uma das coleções mais marcantes da marca Coca-Cola


A empresa Coca-Cola que fabrica um dos melhores refrigerantes de todos os tempos sempre buscou aproximar seus cliente e novos cliente trazendo grandes novidades, tanto em suas embalagens ou nas garrafas ou latas personalizando-as, mas um dos grandes feitos da marca foi trazer brindes e coleções para fidelizar ainda mais marca e cliente e durante a década de 90 vivemos bons e talvez os melhores momentos quando se tratava deste assunto e um brinde que chamou muito a atenção foram os Ioiôs que viraram uma mania nacional.





Essa mania do Ioiô Coca-Cola que se escrevia YOYO surgiu na década de 80 e fez um sucesso relativo, mas foi na década de 90 que a febre chegou com tudo e era relativamente barato, mas não encontrei a relação do preço e do número de tampinhas que tinha que juntar.

Os Yoyos eram com algumas cores, mas predominava a cor vermelha, que era a cor da marca, mas haviam outros que eram de outras marcas da própria Coca-Cola, como a Fanta, Guaraná Taí e Sprite.



O sucesso foi tão grande que a Coca-Cola organizou um campeonato de Ioiô, onde cada participante mostrava suas habilidades.

Nos anos 2000 a Coca-Cola voltou a fazer a promoção, mas nada comparado aos anos 90.




terça-feira, 20 de junho de 2017

Grandes Discos Brasileiros | 'Transpiração Contínua Prolongada' - Charlie Brown Jr. (1997)



Uma das bandas de Rock mais marcantes do fim dos anos 90 e que teve um segmento perfeito durante os anos 2000 foi Charlie Brown Jr. que trouxe uma sonoridade até conhecida por alguns roqueiros, mas bem restrito que é um estilo alternativo, misturando rap-rock, skate punk e o funk rock, deixando o Rock com uma cara mais caiçara e principalmente o Skate que era um esporte praticado por parte da banda, mas Chorão era o que mais amava praticar.




A banda Charlie Brown Jr. foi formada em 1992 em Santos e teve que percorrer um longo caminho até ganhar uma grande chance de gravar seu primeiro disco que foi realizado no ano de 1997 com o título Transpiração Contínua Prolongada. O disco assim como a banda de fato eram ótimos e conseguiu um grande empurrão do produtor Rick Bonadio que era um caça talentos-nato. Além de produzir o disco Rick também tocou em algumas faixas que estão presentes neste CD e trabalhou muito na questão de Marketing e distribuição do CD para lojas, emissoras de TV e Rádio, sendo de fato um "sexto integrante", já que a banda era formada por cinco integrantes.


A banda em meados de 1997


Falei no começo que a banda é de Rock, porém mistura outros estilos deixando-o bem alternativo. Na descrição este álbum tem a mistura de estilos como Skate punk, rap rock, funk rock, ska, rap metal, reggae, rock alternativo. Ficou um estilo que particularmente outra banda não conseguiu alcançar da forma como Charlie Brown Jr. fez.

Rapidamente a banda foi alcançando o sucesso, passo a passo e degrau a degrau chegando a tocar até então em todas as rádios Rock e Pop do Brasil. A questão de ser um novo tipo de som e as letras que misturavam humor, críticas sociais e histórias cotidianas fez com que o álbum e suas canções fizessem um enorme sucesso.




O primeiro single do álbum foi "O Coro Vai Comê!" que acabou se tornando uma carta de apresentação da banda para o público que logo o conhecia com os dizeres "Corra pra ver o que acontece. E volte aqui pra me falar. O que parou a cidade inteira novamente / Meu, tu não sabe o que aconteceu! Os caras do Charlie Brown invadiram a cidade!". 

O segundo single deste álbum é o grande hit que acabou se tornando que foi "Proibida pra Mim (Grazon)" que chegou a alcançar a primeira colocação em várias emissoras de rádios. A canção fez tanto sucesso que em paradas anuais nos anos 2000 esta canção ainda aparecia. A letra foi feita por Chorão para a sua namorada, que posteriormente se tornou sua esposa, Graziela Gonçalves, a quem ele chamava carinhosamente de Grazon. Graças a este single o disco alcançou uma vendagem ainda melhor. O videoclipe desta canção ganhou o VMB da MTV na categoria revelação.




O terceiro single foi "Tudo que Ela Gosta de Escutar" que é uma das minhas favoritas deste disco. O single quando foi lançado nas rádios disputaria com os dois primeiros singles que ainda estavam nas paradas de sucesso. A música é uma grande ironia com a vida do vocalista Chorão. Durante uma mudança do seu pai para São Paulo, quando teve de se ajeitar numa pensão na bocada, Chorão passou por uns tempos difíceis em sua vida. Este fato serviu de inspiração para a composição da letra da música.

No ano de 1998 o disco ainda era um enorme sucesso e mais um single foi lançado que seria o meu favorito deste disco que é faixa "Quinta-Feira". A canção fala de um homem que tinha tudo para dar certo na vida, e se viciou em cocaína. Se viciou a ponto de perder tudo e ter que ir morar na rua, passando frio, por isso fala da fogueira. A canção além de ter uma letra muito bem composta, tem uma sonoridade espetacular, sobretudo com os riffs de baixo realizados por Champignon que é um dos maiores baixistas que o Brasil já teve.

Uma canção que chama a atenção é "Aquela Paz" que seria uma mantra da banda quando queria mostrar alguma mensagem ou alguma lição, geralmente o ritmo da canção era um pouco mais lenta que o normal.


Integrantes da banda neste álbum:

Chorão - vocal
Thiago Castanho - guitarra, backing vocal
Marcão - guitarra
Champignon - baixo elétrico, backing vocal, beat-box
Renato Pelado - bateria


O disco vendeu naquele período mais de 250 cópias, mas conforme os anos foram passando as vendas continuavam e em 2013 o disco chegou na incrível marca de 500 mil cópias. Além disso o Transpiração Contínua Prolongada é considerado um dos maiores álbuns de rock da de´cada de 90 e inspirou novas bandas e marcou uma geração que na qual eu fiz parte.


Faixas

Faixa Título


1
Tributo ao Frango da Malásia (Instrumental)
2
O Coro Vai Comê!
3
Tudo que Ela Gosta de Escutar
4
Sheik
5
Hei! Arreia... (Instrumental)
6
Gimme o Anel
7
Molengol´s Groove (Instrumental)
8
Aquela Paz
9
Quinta-Feira
10
Proibida pra Mim (Grazon)
11
Lombra
12
Corra Vagabundo
13
Falar, falar...
14
Festa
15
Escalas Tropicais (Part. Lagoa 66)
16
Charlie Brown Jr. (Deixa Estar Que Eu Sigo Em Frente)



Ouça o Disco



segunda-feira, 19 de junho de 2017

Por onde anda a cantora Debbie Gibson?

Debbie Gibson em 2014


Quem se lembra da canção "Lost In Your Eyes" que foi até tema da novela O Salvador da Pátria, em 1989? Esta canção que eu considero uma das dez internacionais mais marcantes da minha vida foi brilhantemente interpretada pela cantora Debbie Gibson que surgiu como uma grande estrela no ano de 1986. 

A carreira de Debbie Gibson foi uma das mais brilhantes na década de 80, onde ela conquistou vários fãs, foi certificada pelo Guiness Book, conseguiu ser a primeira colocada na parada Billboard Hot 100 e emplacou vários hits, em sua grande maioria pop, mas conseguiu galgar bons hits no estilo romântico.


Debbie Gibson em uma foto do clipe "Lost In Your Eyes"

 
Como muitos artistas Debbie Gibson que explodiu de sucesso durante algum período, principalmente na década de 80 acabou que por conta de uma forte concorrência musical e outros motivos sua carreira obteve um forte declive logo quando chegou a década de 90 e desde então ela passou a ser pouco requisitada em programas de TV e suas canções deixariam de tocar nas rádios, a não ser seus grandes hits que até hoje tocam nas rádios.


Debbie Gibson logo quando iniciou sua carreira


HISTÓRICO

Seu nome verdadeiro é Deborah Ann Gibson e ela nasceu no dia  31 de agosto de 1970 na cidade de Nova York. Aos cinco anos de idade, na companhia das irmãs Karen, Michele e Denise e de seu primo TJ Normandin, começou a atuar no teatro da comunidade e escreveu sua primeira canção. Aos oito anos, Debbie começou a cantar no coral do teatro Metropolitan Opera House.


Debbie Gibson na década de 80

Em 1986, enquanto tinha apenas 16 anos, fora descoberta e contratada pela gravadora Atlantic Records, dando início ao processo de composição do seu primeiro disco. "Out Of The Blue" (1987), primeiro disco da artista, foi produzido por Fred Zarr e a própria Debbie Gibson, que, com a música "Foolish Beat", foi alçada ao Guiness Book, por ter sido a artista feminina mais jovem a cantar, compor, tocar e produzir um hit número 1 da Billboard Hot 100 - recorde que mantém até hoje.

Com o sucesso deste disco, começou a lotar estádios e arenas por todo território norte-americano, ganhando atenção e reconhecimento internacional. Canções como "Only In My Dreams", "Out Of The Blue" e a própria "Foolish Beat", tornaram-se verdadeiros fenômenos de popularidade e foram executadas exaustivamente nas rádios. O álbum alcançou o certificado de platina tripla.


Capa do segundo disco chamado Electric Youth

Seu segundo álbum "Electric Youth" (1989) vendeu mais de 5 milhões de copias, e se tornou número 1 em vendas no Estados Unidos, alcançando boas posições nos charts de diversos países da America, Ásia e Europa. Os hits "We Could Be Together", "No More Rhyme", "Electric Youth" e principalmente "Lost in Your Eyes" são até hoje, um marco na carreira da artista.

Com o sucesso Debbie Gibson lançou outros produtos com a sua marca como perfumes, ítens de maquiagem e cosméticos.



Clipe "Lost in Your Eyes"



Carreira em Declive na Década de 90

Seu terceiro álbum, "Anything is Possible" (1990), não obteve a vendagem expressiva dos álbuns anteriores, tendo alcançado as posições 21º e 18º no chart da Billboard. Poucas canções teve destaque nas paradas. Em 1993, lança seu quarto trabalho, o álbum "Body Mind Soul", mas, o disco obteve vendas muito aquém dos lançamentos anteriores e por conta disso a cantora passou a dedicar a outra atividade que seria ao teatro e cinema, arte que ela já sabia fazer desde criança.


Debbie Gibson nos anos 90

Sua carreira de atriz deu certo e ela interpretou Eponine no musical Les Miserables, baseado na obra do escritor francês Victor Hugo. O sucesso foi tão grande que logo após o término da peça, ela fora convidada para participar de outro projeto, desta vez em Londres, onde encarnou Sandy Oslon no musical Grease.

Mesmo com o sucesso como atriz Debbie Gibson não desistiu da carreira de cantora e lançou mais dois álbuns na década de 90, mas sem êxitos em vendas.



Histórico de Debbie Gibson em tópicos


• 1996 - Debbie Gibson cria sua própria gravadora, a  Espiritu Records
• 1996 - Começa a assinar seu nome como Deborah Gibson
• 1996 - Dedicou a peças na  Broadway
• 1997 - Foi destaque no musical A Bela e a Fera
• 1998 - Recebia ameaças de um fã que não aceitava ela como atriz, mas logo foi preso
• 2001 - Lança seu sétimo disco, chamado "M.Y.O.B." com tendência Pop da época
• 2003 - Lança o CD “Colored Songs: The Broadway Album”. O disco trazia hits dos teatros americanos, em versões repaginadas
• 2003 - Foi jurada do American Idol, mas por um curto tempo
• 2003 -  Participou do "Celebrity Apprentice", reality equivalente ao "Aprendiz Celebridades" no Brasil, porém, fora demitida por Donald Trump na sétima etapa do reality.
• 2005 - Posou para a Revista Playboy americana
• 2006 - Obteve sucesso com a canção "Say Goodbye" e se destacou nas paradas após muito tempo
• 2007 - Participou, como jurada, do reality show musical Total Pop Star



A volta aos estúdios de gravação

Oito anos depois Debbie Gibson resolveu voltar aos estúdios de gravação e produzir mais um disco que foi lançado em 2011 chamado Ms. Vocalist. Foi uma compilação de grandes clássicos da musica japonesa, em versões repaginadas e em inglês. O single "I Love You" obteve boa colocação nos charts da Ásia, alcançado a 13º posição no Japão. Desde então este é seu último álbum lançado.

Ainda em 2011 Debbie Gibson realizou alguns shows revivendo a década de 80 com outros artistas. Essas turnês acontecem até hoje.



Debbie Gibson atualmente


Atualmente a cantora está com 46 anos de idade e continua linda assim como era na década de 80 e 90. Atualmente ela faz alguns shows, como o revival 80 e atua em séries de TV.




Em 2014, Debbie Gibson afirmou ser portadora da doença de Lyme desde 2013. Debbie está em tratamento intensivo com o Dr. Joseph Sciabarassi, especialista norte-americano em tratar pacientes deteriorados pela doença de Lyme, porém ela apresenta melhoras.







Atriz Fiorella Mattheis é capa da Revista Boa Forma de Junho


Nesse mês de junho a atriz e também modelo Fiorella Mattheis é capa da Revista Boa Forma. Ela conta sobe sua nova rotina que se divide entre Brasil e China e como faz para manter sua rotina de dietas e exercícios para se manter.


Fiorella Mattheis andando de skate

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Noventa Noventa's | 57 - Kinder Ovo - Uma marca de Chocolate que encantou crianças com seus brindes


 
Noventa Noventa's
Fato #57

Kinder Ovo
Uma marca de Chocolate que encantou crianças com seus brindes

A década de 90 foi fundamental para que grandes empresas investissem em lançar seus produtos com um plus a fim de faturar um pouco mais e claro agradar um público alvo infantil que seria o maior consumidor e falo de salgadinhos, refrigerantes, gomas de mascar e não ficou de fora também os chocolates, mas a marca que teve a melhor ideia foi o Kinder Ovo que apesar de iniciar suas atividades nos anos 70 teve uma repercussão melhor sem dúvidas nos anos 90 no mundo inteiro, mas chegou no Brasil na metade da década de 90. O conceito de brindes em um pequeno ovo de chocolate foi mais fundamentado nessa época, gerando um sucesso enorme para a marca.




Histórico

Foi concebido pelo empresário William Salice, e lançado no mercado pela primeira vez em 1974. A empresa estabeleceu-se, principalmente, na Europa Ocidental, ainda que tenha, também, uma presença significativa em alguns países da Oceania, da América, da Ásia do Oriente Médio e do Leste Europeu.

O Kinder Ovo é um produto alimentar por uma marca registrada italiana da empresa Ferrero, e comercializado em vários países do mundo. Pertence à linha infantil Kinder Ferrero que também comercializa barras de chocolate e outros produtos como Kinder Bueno ou Kinder Happy Hippo.


Produto

É um chocolate em forma de ovo, com parte externa sabor a chocolate ao leite e interna chocolate branco. Contém um brinde surpresa no seu interior, que, por muitas vezes, é a parte preferida pelos compradores, principalmente as crianças que querem só o brinquedo.


Preço

Diferentemente de hoje que encontramos o produto Kinder Ovo custando acima de 10 reais, na década de 90 o preço era bem menor, porém não era algo ainda tão acessível para todas as crianças, pois algumas ganhavam um Kinder Ovo a cada dois dias, outros um por semana e alguns uma vez por mês quando os pais faziam as compras do mês e comprava uma caixa que vinham com três, porém quem comprava apenas um Kinder Ovo pagava apenas 1 real, mas chegou a custa 50 centavos.


Propaganda

A propaganda e o Marketing do Kinder Ovo na década de 90 era melhor que atualmente, creio que a Ferrero através de seu departamento de publicidade investiu bastante em chamar atenção de não só crianças, mas adultos também por conta do chocolate saudável e um brinquedo atrativo

Abaixo um vídeo que mostra bem um lado bem afetivo e que foi um tiro certo para chamar a atenção e alavancar as vendas.




Curiosidades

• O Kinder Ovo foi lançado em 1974 na Itália e hoje é encontrado em mais de 60 países, sendo que diariamente são vendidos cerca de 5 milhões ovinhos no mundo

• Acredita-se que já foram lançados 15.000 surpresas diferentes pelo mundo que continham os brinquedos surpresas;

• Uma das surpresas que fez bastante sucesso foi o Kinder Ovo de  miniaturas de leões aventureiros em 1993. Ele custava R$ 1,00;

• O Kinder Ovo estreou no Brasil em 1994 e começou custando 50 centavos. Algo imaginável aos dias de hoje;

• Algumas das surpresas encontradas eram os Fantasmini, Miaugípcios, Leoventuras, Marefantes e Tartalegres. Era muita diversão para a criançada;

(Fonte: vivaosanos90)



Brindes

Foram muitos brindes na década de 90 e muitos deles parte de coleções. Gostava muito das Tartalegres que eram tartarugas que vestiam roupas praianas, Leoventuras que eram leões vestidos com roupas de caça e arqueologia, os Happy Hippos que eram hipopótamos. Haviam também aviões de caça que eram ótimos de montar, assim como carrinhos.

Acredito que da sua chegada em 1994 até o fim dos anos 90 os brinquedos eram mais divertidos e atraentes a quando atravessou os anos 2000 até por conta da idade que vai avançando o interesse diminui, mas mesmo assim muitos tem a opinião parecida com a minha que os melhores brinquedos foi da década de 90.








quarta-feira, 14 de junho de 2017

Grandes Discos Brasileiros | 'Tropicalia ou Panis et Circencis' - Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé (1968)



Quando se pergunta sobre O Maior Disco Brasileiro de todos os tempos muitos opinam diferentes trabalhos, mas alguns como Tropicalia ou Panis et Circencis é um dos  mais lembrados e em listas de sites, jornais e revistas este disco é um dos três melhores na média.



Substancialmente este disco dá para chamar de uma coletânea com as melhores canções da Tropicália quando ela surgiu e como foi incluído neste disco justamente a melhor canção de cada artista participante obviamente a qualidade seria espetacular, portanto não acho que ela mereceria por exemplo a segunda colocação de uma lista como a Rolling Stone Brasil, porém há de ressaltar a importância que este disco trouxe a um novo movimento e o quanto ele foi vendido.

Tropicalia ou Panis et Circencis é um álbum de estúdio lançado por Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé - acompanhados dos poetas Capinam e Torquato Neto, e do maestro Rogério Duprat - em julho de 1968 pela gravadora Philips Records.



Uma grande marca deste disco é a sua capa que eu considero uma das mais caprichadas da história da nossa música. Nota-se que na foto estão os artistas que participam do disco e quem por algum motivo esteve de fora ficou representado por uma foto como o caso de Nara Leão.

A história deste disco começa quando Caetano Veloso e Gilberto Gil causaram grande impacto em suas apresentações no III Festival de Música Popular da TV Record, no ano de 1967. Ali, foram lançadas as bases para o Tropicalismo em sua versão musical - um movimento que mesclou manifestações tradicionais da cultura brasileira a inovações estéticas radicais daquela época, como correntes artísticas de vanguarda e da cultura pop nacional e estrangeira (como o Rock e o Concretismo). Antes de fins sociais e políticos, a Tropicália foi um movimento nitidamente estético e comportamental. Em maio de 1968, começaram as gravações do álbum que seria o manifesto musical do movimento.


Registros do encarte do disco

Foram doze faixas gravadas e destaco a minha faixa favorita que é "Baby", escrita por Caetano Veloso e interpretada por Gal Costa que começava sua carreira. Essa canção foi inclusa logo depois no seu primeiro disco solo de carreira e comentamos sobre esse disco e da canção na série Grandes Discos Brasileiros que inclusive foi o primeiro disco citado.

Outra canção de grande destaque e que já teve seu espaço nessa série foi "Panis et Circencis" que é interpretada pelos Mutantes. Vale ressaltar que a canção foi composta por Caetano Veloso e Gilberto Gil em apenas quinze minutos.


Foto rara com integrantes da Tropicália

A primeira música do álbum é "Miserere Nóbis", de Gilberto Gil e Capinan que traz um ritmo e letra bem a cara da Tropicália. Na sequência vem "Coração Materno", interpretada por Caetano Veloso, porém esta canção até então era considerada de mau gosto.

A canção "Bat Macumba"  é bem conhecida pelo grupo Os Mutantes em seu disco próprio, mas para este disco em especial contou com as presenças de Caetano Veloso, Gal Costa e Gilberto Gil.


Os Mutantes e Gilberto Gil


Nas demais faixas do disco vemos grandes composições e melodias e algumas delas justamente pensadas para este disco e o movimento para a Tropicália e gosto muito de observar a qualidade, originalidade e criatividade das letras, sem falar das melodias que ao mesmo tempo que são parecidas, carregam uma sonoridade que imaginamos estar em algum lugar colorido ou em paz. Talvez por isso este disco tem uma importância forte na história da nossa música, mas mesmo assim considero como uma coletânea, mas que vale muito a pena ouvir.


Faixas

Faixa Título Compositor(es)



1
Miserere Nóbis
Capinam, Gilberto Gil
2
Coração Materno
Vicente Celestino
3
Panis et Circencis
Caetano Veloso, Gilberto Gil
4
Lindoneia 
Caetano Veloso
5
Parque Industrial
Tom Zé
6
Geleia Geral
Gilberto Gil, Torquato Neto 
7
Baby
Caetano Veloso
8
Três Caravelas (Las Tres Carabelas)
Algueró Jr., Moreau. Versão: João de Barro
9
Enquanto seu Lobo Não Vem
Caetano Veloso
10
Mamãe, Coragem
Caetano Veloso, Torquato Neto
11
Bat Macumba
Caetano Veloso, Gilberto Gil
12
Hino ao Senhor do Bonfim
Artur de Sales, João Antônio Wanderley



Ouça o Disco



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