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quarta-feira, 28 de junho de 2017

Grandes Discos Brasileiros | 'Raça Humana' - Gilberto Gil (1984)



Na semana do aniversário de Gilberto Gil iremos falar novamente de um de seus trabalhos. Para quem já viu aqui no Blog falamos de Refazenda e semanas depois do disco Realce que é o meu favorito e tem sido bem repercutido graças aos fãs do cantor.




O disco que iremos destacar é Raça Humana, que seria meu segundo disco favorito de Gilberto Gil e ele foi lançado no ano de 1984, num momento totalmente diferente, onde não havia mais nada de Tropicalismo, nem de canções psicodélicas, mas o que se respirava muito eram as canções românticas, mas sobretudo estava em alta o BRock que era o nosso Rock Nacional que de repente ótimas bandas estavam no ar fazendo sucesso com discos memoráveis e que temos comentado aqui. Porém aqueles artistas da velha guarda tinham que se reinventar e muitos conseguiram, entre eles o próprio Gil que é um especialista em se ajustar, alinha, adaptar e se reinventar na sua carreira. 

Gil quando gravou o disco se reinventando e buscando novos horizontes em seu som não se limitou apenas no que acontecia no Brasil, mas também fora, exatamente na Jamaica onde o Reggae predominava forte por lá e Gil queria conhecer mais. 


Gilberto Gil no Rock in Rio de 1985


Gilberto Gil junto com seu produtor, o renomado Liminha foram para Kingston, na Jamaica, para gravar com o grupo The Wailers, banda de apoio do cantor Bob Marley, falecido em 1981. Lá, Gil compôs as canções "Gimme Your Love". Logo depois desta gravação Gil e Liminha foram finalizar a canção em um estúdio em Nova York, tornando-se o sucesso "Vamos Fugir" que tem uma letra muito bem composta por Gil e Liminha e uma melodia brilhante.

Na chegada ao Brasil Gil e Liminha fundam o estúdio Nas Nuvens, na cidade do Rio de Janeiro e desde então começam efetivamente a gravar e produzir o disco Raça Humana.

O álbum foi lançado na última semana de outubro de 1984. Para promovê-lo, foi iniciada uma turnê, que se iniciou em 25 de outubro com uma temporada de concertos no Canecão, no Rio de Janeiro. Em novembro, foi gravado um especial para a televisão dirigido por Roberto Nascimento e exibido pela Rede Globo no mesmo mês. Meses depois Gil estaria se apresentando no Rock in Rio de 85 cantando as canções deste disco.

O disco foi extremamente elogiado pela crítica, sobretudo pela produção de Liminha que foi altamente cuidada e a busca de um novo som por Gilberto Gil e sua capacidade de se ajustar nas novidades foi mencionada. Este álbum foi considerado um dos mais importantes do Rock Nacional dos Anos 80.

Entre as canções que destaco, já foi citado "Vamos Fugir" que é uma das minhas favoritas, mas a canção que considero a melhor é "Tempo Rei" que tem uma letra muito bem composta e tornou-se um chavão para sua carreira.

A faixa "Pessoa Nefasta" é uma canção bem característica do Rock Nacional dos Anos 80 por conta da letra que pode lembrar letras de Punk e um estilo como das grandes bandas nacionais. Mesma visão tenho da canção "Vem Morena" que lembra muito a forma de tocar dos Titãs e Paralamas do Sucesso naquela época.

A canção "Índigo Blue" foi outro sucesso deste disco, ainda mais por conta da mesma ter sido tema de propaganda de TV de uma marca de calça jeans.


Faixas


Faixa Título Compositor(es)



1
Extra II (O Rock do Segurança)
Gilberto Gil
2
Feliz por um Triz
Gilberto Gil
3
Pessoa Nefasta
Gilberto Gil
4
Tempo Rei
Gilberto Gil
5
Vamos Fugir
Gilberto Gil / Liminha
6
A Mão da Limpeza
Gilberto Gil
7
Índigo Blue
Gilberto Gil
8
Vem Morena
Luiz Gonzaga / Zé Dantas
9
A Raça Humana
Gilberto Gil



Ouça o Disco



terça-feira, 27 de junho de 2017

Noventa Noventa's | 59 - Mamíferos Parmalat - A Coleção mais Importante da marca


Noventa Noventa's
Fato #59

Mamíferos Parmalat
A Coleção mais Importante da marca


A marca de leite Parmalat foi e ainda é uma das mais importantes marcas para a alimentação de crianças e adultos e isso é fato. Porém a marca que estava numa alta crescente nos anos 90 queria alavancar ainda mais as suas vendas e além de trabalhar para que seus produtos estejam cada vez melhores e nutritivos uma ideia genial do Marketing foi criada que era uma tendência na época que era lançar brindes com a logo da marca e assim foi criado os Mamíferos Parmalat com a intenção de atingir seu público alvo que eram adultos que tinham filhos entre 1 a 4 anos de idade que estavam em fase de tomar bastante leite.




Os Mamíferos Parmalat eram bichos de pelúcia como leão, panda, vaca, elefante, gambá, urso, cachorro, porco, zebra, foca, entre outros animais mamíferos. Cada bicho de pelúcia segurava uma caixa de leite da Parmalat com a intenção de fidelizar e deixar a sua marca.

Em 1996 a Parmalat lançaria seu primeiro comercial  mostrando crianças de 3 a 4 anos de idade fantasiada cada um representando uma animal mamífero. Abaixo um dos vídeos da campanha.




Para adquirir um Mamífero Parmalat o cliente tinha que juntar 20 códigos de de barras de produtos Parmalat que não era apenas leite. Após juntar os códigos com mais R$ 8,00 o cliente poderia trocar por um bichinho de pelúcia e quem tinha pretensão de colecionar absolutamente todos os mamíferos tinha que consumir muitos produtos da marca, porém pessoas que conheci que buscaram colecionar não conseguiram, mas tiveram uma quantia razoável para boa.




A promoção virou uma mania nacional e por conta disso a Parmalat aumentou sua produção dos bichos de pelúcia e por conta disso dificilmente faltava algum nos postos de trocas que em sua maioria dos lugares eram supermercados. A proporção de Mamíferos por habitante era de 300 mil por 15 milhões, sendo um sucesso.




Por conta disso a Parmalat se tornou uma das empresas mais lucrativas entre 1996 a 1999, chegando a um valor anual de 1,87 bilhões de reais. Foi considerado após comprovação como a melhor campanha de troca de brindes de uma marca na década de 90 tanto em faturamento e marketing, superando promoções individuais da Coca-Cola como o Mini-Craque ou os Yoyos. Somente em um dia a Parmalat chegou a fazer 500 mil trocas e tem até a data, que foi em 5 de maio de 1998.





Rolling Stone Brasil lança duas capas para este mês de junho com Elza Soares e Chris Cornell



A revista Rolling Stone Brasil trará em sua 130ª edição dois nomes distintos da música, a brasileira Elza Soares que é bem respeitada aqui no mundo que contará sobre sua carreira e também sobre sua vida. O outro artista musical é Chris Cornell  que infelizmente faleceu recentemente.




segunda-feira, 26 de junho de 2017

TOP 10 | Canções de Gilberto Gil



Nesse dia 26 de Junho comemoramos o aniversário de 75 anos de idade de Gilberto Gil, um dos maiores cantores brasileiros e para mim o artista brasileiro mais completo de todos os tempos por conta da sua voz, talento para tocar instrumentos, capacidade de se reinventar, talento para poesia e composições de letras de canções, presença forte de palco, influenciador de outros artistas musicais e outros tipos de arte, carisma, envolvimento em algumas causas importantes do país, enfim, vários predicados para esse grande mestre.

Faz pouco tempo que tornei um grande admirador, ou seja, fã mesmo do cantor que começou em 2012 graças a exposição de seus 70 anos de idade, mas antes desta exposição e de se tornar um grande admirador de seus trabalhos eu já conhecia grandes canções de seu repertório, sobretudo aqueles mais famosos e as demais canções venho ouvindo desde 2012 e graças a aplicativos de música e relançamentos de seus discos venho a conhecer mais canções.

Em sua homenagem hoje farei esse especial onde escolho as 10 Melhores Canções de Gilberto Gil, mas uma lista de gosto pessoal que mistura canções marcantes para mim ou aquelas que são lindas e bem produzidas por si só. Daria para colocar umas 50 canções, mas vamos com uma lista mais enxuta.


01 | REFAZENDA
1975



Nos anos 90 em uma atividade escolar na aula de português tínhamos que ouvir esta canção e interpretá-la, mas confesso que na época não consegui compreender o que exatamente a canção queria dizer e algumas palavras eram até então desconhecidas. Muitos anos depois voltei a ouvir esta canção, exatamente em 2012 quando comecei a ouvir muito suas canções e esta eu criei um desafio para mim mesmo de decorar esta canção e logo consegui.


02 | NÃO CHORES MAIS
1979

Esta canção é outra que marcou a minha infância. Não lembro onde e quando ouvia esta canção, mas gostava muito do refrão. O que gosto desta canção é sua introdução com violão e violinos que deixam a canção ainda mais linda.


03 |  ESTRELA
1998

Esta canção foi lançado no fim dos anos 90 e tocava bastante nas emissoras de rádio e Gilberto Gil já chegou a cantar na TV. Esta canção tem uma letra espetacular e uma melodia perfeita e o que faz ela ser a terceira colocada não é nem pela produção ou qualidade, mas pelas lembranças que ela deixou.


04 | TEMPO REI
1984

Esta canção conhecia vagamente, mas o ano de 2010 quando cursava a Faculdade uma das atividades era a leitura e interpretação desta canção e acredito ter ouvido esta canção muitas vezes até compreender de fato, todavia a canção é outra poesia de Gilberto e uma das mais elogiadas de sua carreira.


05 | DRÃO
1982

Esta canção é outro exemplo de que conhecia de forma superficial até chegar o ano de 2012, mas antes disso eu gostava da melodia que percorria em toda faixa. Quando conheci eu logo fui atrás de saber do que se tratava a canção e acabei me envolvendo por conta dela falar de separação.


06 | ANDAR COM FÉ
1982

A canção é dos anos 80, mas parece que voltou a tocar muito nos anos 2000 e o motivo real eu não sei, mas era uma canção bem presente nesta época e para mim era até então uma canção nova de Gilberto Gil, mas fui saber anos depois que pertencia ao disco Um Banda Um.


07 | DOMINGO NO PARQUE
1968

Esta canção é considerada uma das melhores de todos os tempos da música brasileira e com toda razão. Ela foi muito bem escrita, planejada e produzida. Contou com a participação do grupo Os Mutantes e foi apresentada no Festiva da Música Brasileira e conheci esta canção através de registros desta mesmo festival.


08 | ESPERANDO NA JANELA
2000

Como esta canção tocou... Acredito que nesta década foi a canção mais tocada de Gilberto Gil, mas não por conta do filme Eu, Tu, Eles, mas por ser uma canção bem divertida com letra e melodias divertidas. Era uma canção no estilo forró que acabou embalando muitas festas juninas na época. 


09 | SARARÁ MIOLO
1979

Gosto de muitas canções Lado B de Gilberto Gil e talvez esta canção no momento é a que mais tenho escutado. Tem uma melodia espetacular, e alto astral, assim como era quase todo o disco Realce. A faixa tem uma letra curta, mas é um aviso pedindo para pessoas não abandonar suas origens, seja qual for e largar a vontade de ser branco ou querer ter cabelo liso e assumir os seu cabelo original.


10 | A NOVIDADE
1994

Esta canção foi escrito por Gilberto Gil e Herbert Vianna, lançado no Acústico MTV do próprio Gil, mas esta canção foi presente em meados da década de 2000. Gosto muito da letra e a mensagem que a canção nos mostra, sendo bem marcante.




sábado, 24 de junho de 2017

Grandes Discos Brasileiros | 'O Concreto Já Rachou' - Plebe Rude (1985)



Na série Grandes Discos Brasileiros vamos falar de um trabalho de estreia que é considerados um dos melhores de todos os tempos que trouxe letras com teor crítico ao momento que o Brasil passava, algo normal e cotidiano em bandas de Rock Nacional na década de 80, principalmente as bandas oriundas de Brasília que viam de perto os comandantes do nosso país realizar planos e ações nada favoráveis a população e um dos grupos linha de frente e revolucionária foi o Plebe Rude que conseguiu em seus discos dar o recado.




Vamos então falar de O Concreto Já Rachou, lançado em 1985, mas na época não foi lançado como um disco de vinil normal e sim como um mini disco de vinil e a explicação é que o trabalho vem com sete faixas, mas bastou apenas isso para que o trabalho fosse aclamado. O disco já chama a atenção pela capa e isso tem ligação com suas influências que era o Punk e algumas bandas como o The Clash.

O disco é todo no estilo Punk Rock e vemos muito peso nas guitarras e bateria nervosa, sendo elas até dançantes como vemos em alguns shows ao vivo na TV. Em listas especializadas considerando apenas o Punk ele lidera ou está entre as primeiras colocadas.

O disco contou com a produção de Herbert Vianna dos Paralamas do Sucesso e engraçado que em uma das canções do disco, na faixa "Minha Renda" eles fazem uma crítica a gravadoras que faz com que algumas bandas mudam seu conceito e até mesmo as letras da música e cita o próprio Herbert que levou na esportiva e acabou participando nos vocais da canção.


Plebe Rude em 1985

A grande música deste disco com certeza é "Até Quando Esperar" que é considerado até um hino das canções de protesto por ter uma letra com bastante peso e atitude. A canção tocou bastante nas emissoras de rádios e nos shows eram uma das mais pedidas, mas sempre tocadas até hoje. O que deixa a canção ainda mais espetacular é o solo  de cello, um instrumento de cordas executado brilhantemente por Jaques Morelenbaum.

Outra grande faixa de destaque é "Proteção" que fez sucesso muito grande em Brasília e relativamente bom nos demais estados brasileiros. A canção fala sobre a proteção que a instituição, no caso a Polícia Militar ou a Guarda Nacional devem fazer, mas apesar de fazer o seu trabalho, ou seja, proteger, deixam algumas interrogações no ar sobre o que realmente faz.

Na faixa "Sexo e Karatê" tem a participação da cantora Fernanda Abreu.

O disco foi bem aceito pela crítica e conseguiu agradar muitas pessoas fãs de Punk e de outros estilos do Rock que iam a lojas de discos adquirir este trabalho que vendeu mais de 200 mil cópias.


Faixas


Faixa Título Compositor(es)



1
Até Quando Esperar
Philippe Seabra e André X
2
Proteção
Philippe Seabra
3
Johnny Vai à Guerra (Outra Vez)
Philippe Seabra, André X, Gutje e Jander Bilaphra
4
Minha Renda
Philipe Seabra, André X, Gutje e Jander Bilaphra
5
Sexo e Karatê
André X e Jander Bilaphra
6
Seu Jogo
André Pretorius e Philippe Seabra
7
Brasília
Philippe Seabra, André X, Gutje e Jander Bilaphra




Ouça o Disco

Não encontrei no YouTube um vídeo com as sete faixas do disco O Concreto Já Rachou, mas para quem possui aplicativos de música como o Spotify pode ir lá conferir que tem o disco completo.à disposição. Abaixo compartilho o vídeo da canção "Até Quando Esperar" em formato de clipe para a MTV.



sexta-feira, 23 de junho de 2017

Grandes Discos Brasileiros | 'Angela Ro Ro' - Angela Ro Ro (1979)



Uma das cantoras que teve fortes repercussões sobre voz e interpretações perfeitas foi a cantora carioca Angela Ro Ro que surgiu com uma voz forte, porém com uma característica bem peculiar que era a sua rouquidão que de tão útil na sua vida e nas suas canções que seu nome que é na verdade Angela Maria Diniz Gonçalves, foi retirado todo o sobrenome e adicionado Ro Ro que vem da risada grave e rouca; características que fazem também o diferencial da voz; um pronunciado sotaque carioca, caracterizado pela acentuação da vogal "a" muitas vezes encavalada na consoante "r", de maneira rasgada e aberta; a fala rápida e atropelada acentua essas características.




Desde nova Angela Ro Ro tinha talento para compor e conseguiu escrever para grandes nomes da música brasileira. Angela começou na música tocando piano aos cinco anos de idade e anos depois começava a aperfeiçoar sua voz e interpretações nos anos 60, mas somente em 1979 veio a lançar seu disco de estreia que traz o seu nome, causando aclamação da crítica e amantes da música brasileira que viam em Angela um talento que não ficaria apenas no disco de estreia.


Angela Ro Ro em 1979

O disco rapidamente chegou aos ouvidos de muitos brasileiros, sobretudo com a forma como eram as canções e pelo estilo bem romântico, que estava cada vez mais amadurecendo nesta época e muitos artistas apareciam, mas neste caso a voz de Angela e a maioria das faixas com o piano em primeiro plano como instrumento dava um sentimento.

O grande sucesso deste disco e que é muito conhecido até hoje é "Amor, Meu Grande Amor" que é de autoria de Angela Ro Ro e Ana Terra. A letra representa muito o que estava acontecendo no mundo romântico e a letra era muito forte, mas com detalhes mais delicados com traços suaves, sendo talvez uma das cinco canções mais marcantes naquele período.




De tão romântico o disco que ele abre com a faixa "Cheirando a Amor", mostrando todo o aroma do disco. Essa canção começa com pequenos riffs de guitarra e um som leve de bateria e logo aparece a bela voz de Angela numa interpretação fantástica.

Outra faixa de destaque é "Gota de Sangue" que era bem conhecida na voz de Maria Bethânia no ano de 1979 e dias depois Angela Ro Ro lançaria em seu disco esta canção. Esta canção segue o mesmo padrão de algumas canções do disco com uma letra forte, envolvente, com alguns toques de suavidade.

Uma canção que tocou bem nas emissoras na época foi "Não Há Cabeça"  que tem uma composição artística muito bem realizada e produzida onde apenas voz e piano ficavam de primeiro plano e o resultado é fascinante quando se acompanha a letra.

O disco é considerado um grande marco do estilo romântico e da história da música brasileira, considerado um álbum indispensável para ouvir por conta da qualidade que foi levado muito a sério e por causa disso ele é considerado um dos grandes discos brasileiros em vários listas.


Faixas

Faixa Título Compositor(es)



1
Cheirando a Amor
Angela Ro Ro
2
Gota de Sangue
Angela Ro Ro
3
Tola Foi Você
Angela Ro Ro
4
Não Há Cabeça
Angela Ro Ro
5
Amor, Meu Grande Amor
Ana Terra, Angela Ro Ro
6
Me Acalmo Danando
Angela Ro Ro
7
Agito e Uso
Angela Ro Ro
8
Mares da Espanha
Angela Ro Ro
9
Minha Mãezinha
Angela Ro Ro
10
Balada da Arrasada
Angela Ro Ro
11
A Mim e a Mais Ninguém
Sérgio Bandeyra, Angela Ro Ro
12
Abre o Coração
Angela Ro Ro



Ouça o Disco 


 

Revista WOW Magazine estampa Sandy em três lindas capas. Vejam


A cantora Sandy que é uma das queridinhas do Brasil posou para a Revista WOW Magazine que trouxe três belas capas, sendo difícil de escolher qual delas é a melhor.





quinta-feira, 22 de junho de 2017

Noventa Noventa's | 58 - Ioiô (YOYO) Coca-Cola - Uma das coleções mais marcantes da marca Coca-Cola


Noventa Noventa's
Fato #58


Ioiô Coca-Cola
Uma das coleções mais marcantes da marca Coca-Cola


A empresa Coca-Cola que fabrica um dos melhores refrigerantes de todos os tempos sempre buscou aproximar seus cliente e novos cliente trazendo grandes novidades, tanto em suas embalagens ou nas garrafas ou latas personalizando-as, mas um dos grandes feitos da marca foi trazer brindes e coleções para fidelizar ainda mais marca e cliente e durante a década de 90 vivemos bons e talvez os melhores momentos quando se tratava deste assunto e um brinde que chamou muito a atenção foram os Ioiôs que viraram uma mania nacional.





Essa mania do Ioiô Coca-Cola que se escrevia YOYO surgiu na década de 80 e fez um sucesso relativo, mas foi na década de 90 que a febre chegou com tudo e era relativamente barato, mas não encontrei a relação do preço e do número de tampinhas que tinha que juntar.

Os Yoyos eram com algumas cores, mas predominava a cor vermelha, que era a cor da marca, mas haviam outros que eram de outras marcas da própria Coca-Cola, como a Fanta, Guaraná Taí e Sprite.



O sucesso foi tão grande que a Coca-Cola organizou um campeonato de Ioiô, onde cada participante mostrava suas habilidades.

Nos anos 2000 a Coca-Cola voltou a fazer a promoção, mas nada comparado aos anos 90.




terça-feira, 20 de junho de 2017

Grandes Discos Brasileiros | 'Transpiração Contínua Prolongada' - Charlie Brown Jr. (1997)



Uma das bandas de Rock mais marcantes do fim dos anos 90 e que teve um segmento perfeito durante os anos 2000 foi Charlie Brown Jr. que trouxe uma sonoridade até conhecida por alguns roqueiros, mas bem restrito que é um estilo alternativo, misturando rap-rock, skate punk e o funk rock, deixando o Rock com uma cara mais caiçara e principalmente o Skate que era um esporte praticado por parte da banda, mas Chorão era o que mais amava praticar.




A banda Charlie Brown Jr. foi formada em 1992 em Santos e teve que percorrer um longo caminho até ganhar uma grande chance de gravar seu primeiro disco que foi realizado no ano de 1997 com o título Transpiração Contínua Prolongada. O disco assim como a banda de fato eram ótimos e conseguiu um grande empurrão do produtor Rick Bonadio que era um caça talentos-nato. Além de produzir o disco Rick também tocou em algumas faixas que estão presentes neste CD e trabalhou muito na questão de Marketing e distribuição do CD para lojas, emissoras de TV e Rádio, sendo de fato um "sexto integrante", já que a banda era formada por cinco integrantes.


A banda em meados de 1997


Falei no começo que a banda é de Rock, porém mistura outros estilos deixando-o bem alternativo. Na descrição este álbum tem a mistura de estilos como Skate punk, rap rock, funk rock, ska, rap metal, reggae, rock alternativo. Ficou um estilo que particularmente outra banda não conseguiu alcançar da forma como Charlie Brown Jr. fez.

Rapidamente a banda foi alcançando o sucesso, passo a passo e degrau a degrau chegando a tocar até então em todas as rádios Rock e Pop do Brasil. A questão de ser um novo tipo de som e as letras que misturavam humor, críticas sociais e histórias cotidianas fez com que o álbum e suas canções fizessem um enorme sucesso.




O primeiro single do álbum foi "O Coro Vai Comê!" que acabou se tornando uma carta de apresentação da banda para o público que logo o conhecia com os dizeres "Corra pra ver o que acontece. E volte aqui pra me falar. O que parou a cidade inteira novamente / Meu, tu não sabe o que aconteceu! Os caras do Charlie Brown invadiram a cidade!". 

O segundo single deste álbum é o grande hit que acabou se tornando que foi "Proibida pra Mim (Grazon)" que chegou a alcançar a primeira colocação em várias emissoras de rádios. A canção fez tanto sucesso que em paradas anuais nos anos 2000 esta canção ainda aparecia. A letra foi feita por Chorão para a sua namorada, que posteriormente se tornou sua esposa, Graziela Gonçalves, a quem ele chamava carinhosamente de Grazon. Graças a este single o disco alcançou uma vendagem ainda melhor. O videoclipe desta canção ganhou o VMB da MTV na categoria revelação.




O terceiro single foi "Tudo que Ela Gosta de Escutar" que é uma das minhas favoritas deste disco. O single quando foi lançado nas rádios disputaria com os dois primeiros singles que ainda estavam nas paradas de sucesso. A música é uma grande ironia com a vida do vocalista Chorão. Durante uma mudança do seu pai para São Paulo, quando teve de se ajeitar numa pensão na bocada, Chorão passou por uns tempos difíceis em sua vida. Este fato serviu de inspiração para a composição da letra da música.

No ano de 1998 o disco ainda era um enorme sucesso e mais um single foi lançado que seria o meu favorito deste disco que é faixa "Quinta-Feira". A canção fala de um homem que tinha tudo para dar certo na vida, e se viciou em cocaína. Se viciou a ponto de perder tudo e ter que ir morar na rua, passando frio, por isso fala da fogueira. A canção além de ter uma letra muito bem composta, tem uma sonoridade espetacular, sobretudo com os riffs de baixo realizados por Champignon que é um dos maiores baixistas que o Brasil já teve.

Uma canção que chama a atenção é "Aquela Paz" que seria uma mantra da banda quando queria mostrar alguma mensagem ou alguma lição, geralmente o ritmo da canção era um pouco mais lenta que o normal.


Integrantes da banda neste álbum:

Chorão - vocal
Thiago Castanho - guitarra, backing vocal
Marcão - guitarra
Champignon - baixo elétrico, backing vocal, beat-box
Renato Pelado - bateria


O disco vendeu naquele período mais de 250 cópias, mas conforme os anos foram passando as vendas continuavam e em 2013 o disco chegou na incrível marca de 500 mil cópias. Além disso o Transpiração Contínua Prolongada é considerado um dos maiores álbuns de rock da de´cada de 90 e inspirou novas bandas e marcou uma geração que na qual eu fiz parte.


Faixas

Faixa Título


1
Tributo ao Frango da Malásia (Instrumental)
2
O Coro Vai Comê!
3
Tudo que Ela Gosta de Escutar
4
Sheik
5
Hei! Arreia... (Instrumental)
6
Gimme o Anel
7
Molengol´s Groove (Instrumental)
8
Aquela Paz
9
Quinta-Feira
10
Proibida pra Mim (Grazon)
11
Lombra
12
Corra Vagabundo
13
Falar, falar...
14
Festa
15
Escalas Tropicais (Part. Lagoa 66)
16
Charlie Brown Jr. (Deixa Estar Que Eu Sigo Em Frente)



Ouça o Disco



segunda-feira, 19 de junho de 2017

Por onde anda a cantora Debbie Gibson?

Debbie Gibson em 2014


Quem se lembra da canção "Lost In Your Eyes" que foi até tema da novela O Salvador da Pátria, em 1989? Esta canção que eu considero uma das dez internacionais mais marcantes da minha vida foi brilhantemente interpretada pela cantora Debbie Gibson que surgiu como uma grande estrela no ano de 1986. 

A carreira de Debbie Gibson foi uma das mais brilhantes na década de 80, onde ela conquistou vários fãs, foi certificada pelo Guiness Book, conseguiu ser a primeira colocada na parada Billboard Hot 100 e emplacou vários hits, em sua grande maioria pop, mas conseguiu galgar bons hits no estilo romântico.


Debbie Gibson em uma foto do clipe "Lost In Your Eyes"

 
Como muitos artistas Debbie Gibson que explodiu de sucesso durante algum período, principalmente na década de 80 acabou que por conta de uma forte concorrência musical e outros motivos sua carreira obteve um forte declive logo quando chegou a década de 90 e desde então ela passou a ser pouco requisitada em programas de TV e suas canções deixariam de tocar nas rádios, a não ser seus grandes hits que até hoje tocam nas rádios.


Debbie Gibson logo quando iniciou sua carreira


HISTÓRICO

Seu nome verdadeiro é Deborah Ann Gibson e ela nasceu no dia  31 de agosto de 1970 na cidade de Nova York. Aos cinco anos de idade, na companhia das irmãs Karen, Michele e Denise e de seu primo TJ Normandin, começou a atuar no teatro da comunidade e escreveu sua primeira canção. Aos oito anos, Debbie começou a cantar no coral do teatro Metropolitan Opera House.


Debbie Gibson na década de 80

Em 1986, enquanto tinha apenas 16 anos, fora descoberta e contratada pela gravadora Atlantic Records, dando início ao processo de composição do seu primeiro disco. "Out Of The Blue" (1987), primeiro disco da artista, foi produzido por Fred Zarr e a própria Debbie Gibson, que, com a música "Foolish Beat", foi alçada ao Guiness Book, por ter sido a artista feminina mais jovem a cantar, compor, tocar e produzir um hit número 1 da Billboard Hot 100 - recorde que mantém até hoje.

Com o sucesso deste disco, começou a lotar estádios e arenas por todo território norte-americano, ganhando atenção e reconhecimento internacional. Canções como "Only In My Dreams", "Out Of The Blue" e a própria "Foolish Beat", tornaram-se verdadeiros fenômenos de popularidade e foram executadas exaustivamente nas rádios. O álbum alcançou o certificado de platina tripla.


Capa do segundo disco chamado Electric Youth

Seu segundo álbum "Electric Youth" (1989) vendeu mais de 5 milhões de copias, e se tornou número 1 em vendas no Estados Unidos, alcançando boas posições nos charts de diversos países da America, Ásia e Europa. Os hits "We Could Be Together", "No More Rhyme", "Electric Youth" e principalmente "Lost in Your Eyes" são até hoje, um marco na carreira da artista.

Com o sucesso Debbie Gibson lançou outros produtos com a sua marca como perfumes, ítens de maquiagem e cosméticos.



Clipe "Lost in Your Eyes"



Carreira em Declive na Década de 90

Seu terceiro álbum, "Anything is Possible" (1990), não obteve a vendagem expressiva dos álbuns anteriores, tendo alcançado as posições 21º e 18º no chart da Billboard. Poucas canções teve destaque nas paradas. Em 1993, lança seu quarto trabalho, o álbum "Body Mind Soul", mas, o disco obteve vendas muito aquém dos lançamentos anteriores e por conta disso a cantora passou a dedicar a outra atividade que seria ao teatro e cinema, arte que ela já sabia fazer desde criança.


Debbie Gibson nos anos 90

Sua carreira de atriz deu certo e ela interpretou Eponine no musical Les Miserables, baseado na obra do escritor francês Victor Hugo. O sucesso foi tão grande que logo após o término da peça, ela fora convidada para participar de outro projeto, desta vez em Londres, onde encarnou Sandy Oslon no musical Grease.

Mesmo com o sucesso como atriz Debbie Gibson não desistiu da carreira de cantora e lançou mais dois álbuns na década de 90, mas sem êxitos em vendas.



Histórico de Debbie Gibson em tópicos


• 1996 - Debbie Gibson cria sua própria gravadora, a  Espiritu Records
• 1996 - Começa a assinar seu nome como Deborah Gibson
• 1996 - Dedicou a peças na  Broadway
• 1997 - Foi destaque no musical A Bela e a Fera
• 1998 - Recebia ameaças de um fã que não aceitava ela como atriz, mas logo foi preso
• 2001 - Lança seu sétimo disco, chamado "M.Y.O.B." com tendência Pop da época
• 2003 - Lança o CD “Colored Songs: The Broadway Album”. O disco trazia hits dos teatros americanos, em versões repaginadas
• 2003 - Foi jurada do American Idol, mas por um curto tempo
• 2003 -  Participou do "Celebrity Apprentice", reality equivalente ao "Aprendiz Celebridades" no Brasil, porém, fora demitida por Donald Trump na sétima etapa do reality.
• 2005 - Posou para a Revista Playboy americana
• 2006 - Obteve sucesso com a canção "Say Goodbye" e se destacou nas paradas após muito tempo
• 2007 - Participou, como jurada, do reality show musical Total Pop Star



A volta aos estúdios de gravação

Oito anos depois Debbie Gibson resolveu voltar aos estúdios de gravação e produzir mais um disco que foi lançado em 2011 chamado Ms. Vocalist. Foi uma compilação de grandes clássicos da musica japonesa, em versões repaginadas e em inglês. O single "I Love You" obteve boa colocação nos charts da Ásia, alcançado a 13º posição no Japão. Desde então este é seu último álbum lançado.

Ainda em 2011 Debbie Gibson realizou alguns shows revivendo a década de 80 com outros artistas. Essas turnês acontecem até hoje.



Debbie Gibson atualmente


Atualmente a cantora está com 46 anos de idade e continua linda assim como era na década de 80 e 90. Atualmente ela faz alguns shows, como o revival 80 e atua em séries de TV.




Em 2014, Debbie Gibson afirmou ser portadora da doença de Lyme desde 2013. Debbie está em tratamento intensivo com o Dr. Joseph Sciabarassi, especialista norte-americano em tratar pacientes deteriorados pela doença de Lyme, porém ela apresenta melhoras.







Atriz Fiorella Mattheis é capa da Revista Boa Forma de Junho


Nesse mês de junho a atriz e também modelo Fiorella Mattheis é capa da Revista Boa Forma. Ela conta sobe sua nova rotina que se divide entre Brasil e China e como faz para manter sua rotina de dietas e exercícios para se manter.


Fiorella Mattheis andando de skate

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