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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Carnaval de São Paulo 2017 | Coluna Blah fará a Apuração - Confira os quesitos



Para quem nos acompanha aqui no Blog Coluna Blah é realizado há alguns anos a apuração dos desfiles das escolas de samba de São Paulo que já teve vencedoras como a Mocidade Alegre, a Acadêmicos do Tucuruvi e ano passado a vencedora foi a Vai-Vai, claro, não sendo o mesmo resultado das apurações oficiais, mas chegando próximo da realidade.

Na apuração de 2017 teremos 9 Quesitos e cada um deles terá sub-quesitos para que a avaliação seja mais rica em detalhes, porém os sub-quesitos serão somados e se calculará a média de cada quesito. Tudo isso para não ter supostos empates. Para isso iremos contar com o total de 28 sub-quesitos.

O resultado sairá com certeza antes da apuração oficial. Lembrando que é mera intenção de "brincar de jurado" sem faltar com respeito a nenhuma escola de samba.


Veja os quesitos e os sub-quesitos abaixo:


Samba Enredo Letra

Melodia

Interpretação

Adequação




Bateria Regência

Cadência

Ritmo




Alegoria Conjunto

Adequação

Acabamento




Comissão de Frente Coreografia

Fantasia

Continuidade

Evolução




Enredo Leitura

Adequação

Continuidade




Fantasia Beleza / Cores

Acabamento




Harmonia Canto

Coreografia

Samba no Pé




Evolução Continuidade

Relação Tempo

Espaçamento




M Sala e P Bandeira Fantasia

Entrosamento

Coreografia






segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Cerveja Skol lança propaganda "Verão Skol - Carnaval pra Todos" com o propósito de respeito para quem gosta ou não do Carnaval



Carnaval chegando e sempre há aquelas pessoas que gostam e curtem a sua forma de carnaval, seja nos blocos de rua ou em clubes, sambódromos, trio elétrico, festas regionais como Recife ou São Luiz. 

Porém há aquelas pessoas que não gostam de Carnaval e aproveitam esse período para viajar ou simplesmente descansar, mas há aqueles que não gostam expõe um ódio ou desafeto ou diversas críticas com o Carnaval por motivos e justificativas muitas delas não cabíveis, pois o Carnaval seja o único momento de diversão para uma pessoa durante o ano todo e onde há investimentos de prefeitura ou governo há um retorno considerável, gerando um bom lucro para as grandes e pequenas cidades.

A proposta da Skol em sua nova propagando com o tema Verão Skol - Carnaval pra Todos segue a linha de que todos devem aproveitar o Seu Carnaval, seja curtindo, descansando, viajando, mas respeitando quem gosta e quem também não gosta. 


Veja o vídeo abaixo:



O texto que foi colocado neste comercial ficou muito bom, dizendo realmente como deve ser o respeito nessa época em todos os lados e de uma forma até simpática a Skol pede desculpas para as pessoas que encontram uma forma de fugir do carnaval e não ficarem estressados ou com raiva do amigo, colega ou familiar que está tentando ser feliz neste evento apesar das dificuldades que o país vive. E o mais importante nessa mensagem é o respeito dos dois lados e finalizando com a frase Redondo é sair do seu quadrado, ou seja, saia do negatividade que você tem não só com carnaval, mas com outras coisas e busca a sua felicidade.







sábado, 18 de fevereiro de 2017

Carnaval do Rio de Janeiro 2017 | Estação Primeira de Mangueira - Enredo, Destaques e Dados



"Só com a ajuda do Santo"



FICHA TÉCNICA


Presidente Carnavalesco
Chiquinho da Mangueira Leandro Vieira


Intérprete Diretor de Bateria
Ciganerey Rodrigo Explosão e Vítor Art 


Rainha da Bateria Mestre-Sala e Porta-Bandeira
Evelyn Bastos Matheus e Squel


Fundação Títulos
28 de abril de 1928 18




SINOPSE


"Te corto, te talho. Corto-lhe a cabeça, corto-lhe o rabo, corto-lhe o coração. Só o corpo da gente é que não. Para trás irás, pra frente não passarás. Onde principiais, lá acabarabás". (reza popular)

Pra tudo que é santo vou apelar. Para o santo de casa, para o santo de altar. Vou bater na madeira três vezes, vela acesa, copo d’água. Galho de arruda pra espantar quebranto e mau olhado. Vou saudar o Benedito, e se a graça eu alcançar, tem zabumba e reco-reco, ponho a congada pra desfilar. Vou pedir aos Santos Reis, afastar os móveis da sala, abrir portas e portões, dar licença para os mascarados “vadiá” no salão. Bordar uma bandeira pro Divino. Pedir a São João. Cortar papel fino pra fazer balão. Enfeitar de cravos e rosas a capelinha de melão.

Botar “guri” pra ser anjinho de procissão. Bendizer o “meu Padim”. Me apegar com a “Mãezinha” pra desatar qualquer nó. Carregar andor, pegar na corda. Na terceira onda que quebra na praia, lançar no balanço do mar: perfume, rosa, espelho e pente, pra Inaê, Marabô, Janaina se enfeitar.

Se pro velho Pedro já pedi que abrisse os portões dos céus e mandasse chuva pro roçado; se Santo Antônio, depois da judiação de tomarem-lhe o menino, à moça solteira já deu matrimônio; se São Sebastião é padroeiro do meu Rio de Janeiro, se São Francisco é quem protege os animais; se Santa Clara ilumina o caminhar; se bala, pipoca e guaraná agradam Cosme e Damião; vou me curvar aos pés do guerreiro, São Jorge fiel escudeiro. Por ordenança da Virgem Maria, ele é o “praça” que vai à frente da minha cavalaria.

Para me cercar de todo lado vou firmar ponto pro “santo” que baixa no terreiro. Pôr amuleto nos pés do gongá. Pra cortar demanda, me embrenhar nas matas e “saravá” “seu” Sete Flechas. Mandar fazer três capacetes de penas, um pra Iara, um pra Jandira, e um pra Cabocla Jurema. Jetruá pra saudar o Boiadeiro. Cantiga para o Marinheiro. Marafo, mel e dendê na farofa. Rezar para as Santas Almas, “Preta Velha, negra Mina da Guiné o inimigo que caia, e que eu, fique de pé”. É bom lembrar, não pode faltar, a proteção do Orixá. A Mangueira quer passar e comandar a procissão. Seu verde e rosa, todo mundo sabe, faz tempo já virou religião. Pra cruzar o seu caminho, é bom saber pisar. Traz mistério, crendices e magia. Não se engane: Só quem pode com a mandinga, carrega patuá.

P.S: Expedito, você que é dado ao impossível, será que fazia mal, chegar no ouvido do pai, e interceder por mais esse carnaval?




Carnaval do Rio de Janeiro 2017 | Portela - Enredo, Destaques e Dados



"Quem nunca sentiu o corpo arrepiar ao ver esse rio passar..."



FICHA TÉCNICA


Presidente Carnavalesco
Luis Carlos Magalhães Paulo Barros


Intérprete Diretor de Bateria
Gilsinho Nilo Sérgio


Rainha da Bateria Mestre-Sala e Porta-Bandeira
Bianca Monteiro Alex e Danielle 


Fundação Títulos
11 de abril de 1923  21




SINOPSE


ABERTURA
A nascente do rio guarda os segredos da criação do mundo. Surge generosa, na Avenida, encharcando a terra, fecundando o solo, despertando a natureza. Lugar de devoção de onde emana a energia criadora, a fonte dourada reflete as cores do sol, anunciando que vale ouro nosso bem mais precioso. A Águia encantada bebe a água sagrada e abençoa aqueles que respeitam os mistérios da fonte da vida.

O PASSADO É UM PRESENTE DO RIO
E muitos são os segredos que repousam no leito do velho rio. As antigas civilizações iniciaram seus processos de organização social com o crescimento das vilas, povoados e cidades. Tudo começou com o desenvolvimento das técnicas de agricultura, o que permitiu que as primeiras sementes fossem plantadas e germinassem, fixando a vida e o conhecimento nas terras férteis no entorno dos rios. Muitas eram extremamente avançadas e se organizavam em sociedades que impressionam pela sabedoria que detinham sobre as ciências. Ao mesmo tempo, cultuavam seus deuses e os mitos de criação a eles relacionados. No desfile da Portela, essas divindades representam as poderosas relações entre o homem e a natureza, principalmente com os rios. Definem culturas milenares, pois são ícones representativos desses povos até hoje.

SERES DO RIO
Que outras histórias nos conta o rio? Dele emergem seres que seduzem por sua beleza, impõem respeito pela força ou por encantamento. O mito da Cobra-Grande, “mãe do mundo”, é um dos mais antigos e está presente em diversas culturas. Se muitos temem a gigantesca Boiuna, a serpente de olhos de fogo, alguns se deixam seduzir pela Iara, a bela sereia que enfeitiça os homens e os arrasta até o fundo do rio, de onde jamais voltarão. Lendários dragões que habitam e controlam as águas também são temidos e venerados. Entretanto, existem seres que não fazem parte do mundo sobrenatural. Os aguapés, delicadas plantas aquáticas que filtram as impurezas, podem se reproduzir velozmente em ambientes muito poluídos, matando os peixes e se transformando em praga. Já na “terra dos mananciais”, a ameaça vive em águas escuras que escondem o enorme crocodilo, réptil nativo de um país que o respeita e admira.

A VIDA PULSA NA BEIRA DO RIO
De onde vem o que é mais importante para viver? O que sustenta o dia a dia das populações ribeirinhas espalhadas pelo mundo? O corre-corre da vida daqueles que amanhecem todos os dias nas beiradas em palafitas, no “zum zum zum” das lavadeiras, no vai e vem das embarcações repletas de produtos a suprir os mercados, cruzando as águas que servem a todos, invade o rio da Portela.

Mudam-se famílias inteiras, levando outros sons e cheiros para onde existia o silêncio das matas e o burburinho do rio. Pintam de novas cores o contorno e avançam em todas as direções em busca de um pedaço de chão. Existem também aqueles que perdem o rumo e o rio. Mas o rio da Portela é doce e carrega as mágoas de quem sofre desengano por ter perdido um grande amor.

A ALMA DOS RIOS
Formas e cores. Sons e poemas. Se a alma que emana do rio inspira o desenho da catedral que repousa em sua margem, também escreve o romance que dá vida ao personagem que a habita. Ah, a alma dos rios também está na música que valsa nos salões e traduz o sentimento das águas calmas atravessando montanhas e florestas. Baila o rio azul, entre saltos e corredeiras, e a cada curva revela uma nova aventura. Conta a história dos índios que preferem morrer a ter que entregar as terras em que plantaram suas vidas. E o grito de resistência atravessa o tempo: enterrem meu coração na curva do rio. O sentimento de liberdade que flui na alma dos rios também ecoa da música negra norte-americana, ritmo e canto que se desprendem das margens para correr livre pelo mundo.

MEU CORAÇÃO SE DEIXOU LEVAR
Se um dia, que fosse por um único dia, o rio carregasse toda tristeza, se encheria de lágrimas para levar alegria a quem suplica ao Senhor para tornar-se um instrumento da paz. A barqueada atravessa o velho rio, onde os devotos navegam entre rezas e cânticos de fé.

Nessas águas azuis, encontram-se muitas culturas, histórias e credos, lendas e mistérios. Recebem, pelo caminho, orações e oferendas. Refletem o ouro das nascentes, que brilha no culto a Oxum, orixá das águas doces do rio, da riqueza, da prosperidade e da beleza. Arrastam o povo, cantando a música que só um rio pode inspirar. No altar do samba, rezam as pastoras e os pastores, como fiéis na santa missa da capela. Cobre a Sapucaí o manto azul e branco da Portela. Salve o rio, salve a Santa, salve ela!



sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Carnaval do Rio de Janeiro 2017 | Unidos da Tijuca - Enredo, Destaques e Dados



"Música na alma, inspiração de uma nação"



FICHA TÉCNICA


Presidente Carnavalesco
Fernando Horta Mauro Quintaes e Annik Salmon


Intérprete Diretor de Bateria
Tinga Mestre Casagrande


Rainha da Bateria Mestre-Sala e Porta-Bandeira
Juliana Alves Julinho e Rute 


Fundação Títulos
31 de dezembro de 1931 4




SINOPSE


A arte e a linguagem da música são os laços que unem dois grandes gênios instrumentistas: Pixinguinha e Louis Armstrong. Nossa história vislumbra-se pela sensível sonoridade de seus instrumentos, suas vozes e pela espontaneidade criativa da essência da alma do povo americano.

Trazem-nos os acordes da eternidade do tempo, do templo da música, onde seus expoentes se acumulam e os seus destinos tornam-se canções… Aqui, seguem em desfile e Pixinguinha recebe Louis Armstrong para um memorável e inédito show:

Sapucaí in Concert – a história da música norte-americana.

Seja bem-vindo, Louis Armstrong. Toque da forma que sente dentro do peito, a nossa música não tem fronteiras. Cante, conte… Sua história interessa ao mundo e a todas as esferas da vida brasileira.

Primeiro set: a voz musical das suas heranças.

Meu caro Pixinguinha…

Tudo começa com a ritualização das canções de trabalho dos negros escravos em cânticos de louvores (spirituals) – que sobreviveram à dor e ao lamento e revelaram a purificação da alma e o seu estado de sofrimento.

Com o fim da Guerra Civil e a Abolição da Escravatura, sob o discurso de unificar a nação , congregando pessoas de diversas culturas e origens, os negros emancipados migraram para as cidades e, com eles, levaram os seus costumes musicais que infundiram, ao que cantavam ou tocavam, uma vitalidade e um caráter muito peculiares.

Nesse contexto, adotaram uma forma poético-musical individualizada, impressa na descontinuidade melódica de profanas canções, à qual chamaram de blues.

As concepções musicais afro-americanas que surgem no Delta do Mississipi e percorrem uma longa estrada numa constante evolução… inspiram-me!

Fazem com que me lembre daqueles primeiros tempos de Nova Orleans… Revivo as brass bands – que, entre outras ocasiões, tocavam durante os cortejos dos funerais.

Na ida, seguiam cadenciadas em homenagem ao falecido, e, na volta, “marchavam”, tocando música para os vivos ao ritmo de um som alegre – como que se evocassem a ancestralidade de seus músicos.

A esfuziante genialidade das brass bands, com ritmo swing misturado ao ragtime – uma música tipicamente executada por pianistas, exuberantemente alegre para dançar –, caracterizava o jazz, em seus primórdios.

Rendo-me à improvisação rítmica incandescente do jazz… E, em homenagem a todos os seus grandes músicos, instrumentistas e intérpretes, toco-o, desafiando o tempo, assim como tocava, em pé e ao vento, sobre a proa de um barco a vapor deslizando sobre as águas do rio Mississipi, empunhando meu trompete aos céus!

E é a partir do blues, jazz e da música gospel, com seus estilos e formas, que surge uma integração musical por diversos caminhos com resultado artísticos idênticos ou semelhantes e até diferentes, em busca de uma identidade.

Segundo set: as baladas de um cowboy.

A experiência jazzística leva-me a cruzar fronteiras e a criar laços históricos. Meus pistons se unem ao violino, ao violão e ao velho conhecido banjo e configuram a música country americana.
Ouça, Pixinguinha, esses acordes: eles evidenciam a fusão das baladas folclóricas europeias e dos cantos dos cowboys do sudoeste americano com a música oriunda dos negros. Sua pauta segue atrativa ao estilo que se caracteriza por tons graves e canções que descrevem o cotidiano rural. Siga-me e também a esse som nítido e brilhoso, sugerindo a “potência e a ternura” da música country – que seguiu fases de sucesso com programas de rádio e conquistou o universo musical americano, tendo, como uns dos seus maiores expoentes, Wille Nelson e Dolly Parton [a Dama do Country].

Terceiro set: o toque freedom of speech, transpõe os limites da cor da pele e embala-nos com a trajetória “alucinante” do rock and roll.

Pixinguinha…como consequência natural dos estilos musicais norte-americanos – que se aproximam e se fundem–, deixemos que o rock preencha o nosso imaginário e os espaços de forma intuitiva.
Gritemos pela verdade! Os jovens se “cobrem de coragem” e seus desejos afloram de uma música underground tocada por homens investidos de deuses (ou por deuses investidos de homens).

O rock celebra a irreverência performática dos primeiros músicos roqueiros – Chuck Berry, Little Richard, Jerry Lee Lewis –, cruza os palcos americanos e coroa seu rei: Elvis Presley.

Mas, enquanto o público pede bis – a música soul traça um paralelo…um som da negra raiz, um instrumento de apoio à luta pelos direitos civis.

E o rock? Segue arrastando legiões de fãs e surfa no “lirismo comportamental” das ondas do beach rock da Califórnia…sua “loucura eletrificada” serve de banquete aos estridentes sons de suas bandas e tudo se mistura. No contexto social, sua evolução parece diabrura – uma espécie de liberdade: Woodstock! E suas guitarras transcendem a rebeldia e a candura, inscrevendo-se na psicodélica poesia da contracultura.

Quarto set: a personificação da música no teatro e no cinema.

Pixinguinha, a história segue… Rejo as clássicas canções de George Gershwin e Cole Porter, músicos compositores que deram sempre e tanto poder de criação e vida às interpretações dos musicais de sucesso da Broadway. A partir de seus conteúdos artísticos, sigo narrando a magnificência do realismo fantástico dessas belas histórias destinadas à dramatização da música no teatro. Contudo, o canto, a dança e a melodia emergem da memória afetiva como poesia do saber, afinal, foi cantando “Hello Dolly” – que tudo isso fez parte do meu ser.

Das telas de cinema,
Eu ouço e vejo:
A música esculpir os desejos.
Em foco! Ela encena,
Contracena com a emoção.
Com o mundo sem fronteiras,
Ou uma doce ilusão?
A música é o artigo definido de uma paixão
Que se revela, entre o pranto e a alegria,
E conforta o coração.

E assim, ao longo das décadas, muitos filmes tiveram suas exibições consagradas. Em alguns casos, tão originais, as músicas foram feitas especialmente para determinados personagens ou histórias. E sob a verdade dessas canções: “cantavam na chuva”, “embalaram-se sábado à noite” e tudo parece não ter fim…

Louis Armstrong, tudo é tão belo, único, singelo…e, no futuro, qual será seu elo?

Pixinguinha, caberá ao tempo esse feito, da sua forma e do seu jeito, importando, da essência da música, a tradição e o respeito. Cabe-nos olhar para frente, com a certeza de que a nossa música estará sempre presente…

Quinto set: a inspiração é pop.

Assim como outrora a convivência entre os povos gerou novas variedades de músicas, assim também, espontaneamente, – a técnica e a riqueza fonográfica – a que seguiram o rádio e a televisão – levarão magníficas composições, videoclipes, shows e revelarão ao mundo novos reis e rainhas do universo musical americano.

Já pressinto e até ouço a música norte-americana tecnologicamente vestida de uma explosão de cores e efeitos, acrescendo sua história… Cruzando novos portais, entre o gueto e a cidade, misturando tradição e modernidade… Funk é Brown e sua batida groove é poder! E nessa levada, tramando as palavras, o movimento hip-hop terá muito a dizer: versando a verdade nua e crua, proferindo sem distorcer, a poesia que vem das ruas, como rima do saber.

Pixinguinha, não se recuse a crer: que para além dessas batidas criarão efeitos eletrônicos – forjando a herança da Motown – e Deus sabe lá o que vai acontecer! Mas ouvindo a música da minha alma, me arrisco a prever: sons inovadores que ousadamente deslizarão sobre as pistas de dança ao calor da juventude –disco, discotheque – embalados pelos hits de Donna Summer, serão os tempos da brilhantina, tempos de sedução e prazer.

O passado é remixado ao futuro e, a cada década, um novo cenário. Ray Charles, Aretha Franklin, Mahalia Jackson, Frank Sinatra, Robert Johnson, BB King, Diana Ross, Earth, Wind & Fire, The Commodores, Jackson Five, Marvin Gaye, Stevie Wonder, Barry White, Lionel Richie aos hits e performances da música pop de Michael Jackson, Prince, Madonna, Whitney Houston, Jennifer Lopez, Mariah Carey, Britney Spears, Ke$ha, Lady Gaga, Justin Timberlake, Beyoncé – são muitos, muitos nomes que fizeram, fazem e farão da música norte-americana um universo infinito de estilos, astros e estrelas.

Ouça, amigo Pixinguinha, todos pedem bis…

Seja daqui pra lá, e de lá pra cá, o seu saxofone une-se ao som do meu trompete!

É, Louis, a música norte-americana é o porta-voz mais poderosa e eloquente de seu povo – ouvida em todas as partes do mundo. Hoje é coroada à celebração da alma, às raízes de um povo, ao sucesso de uma balada… Sapucaí in Concert é a inspiração, é o ritmo da nossa batucada.




Carnaval do Rio de Janeiro 2017 | Mocidade Independente de Padre Miguel - Enredo, Destaques e Dados



"As mil e uma noites de uma 'Mocidade' pra lá de Marrakesh"



FICHA TÉCNICA


Presidente Carnavalesco
Wandyr Trindade Alexandre Louzada e Edson Pereira


Intérprete Diretor de Bateria
Wander Pires Mestre Dudu


Rainha da Bateria Mestre-Sala e Porta-Bandeira
Camila Silva  Diogo e Cristiane 


Fundação Títulos
10 de novembro de 1955  5




SINOPSE


Todo conto é um canto de sobrevivência, de resistência, uma história de amor. Um conto pode durar uma hora, um dia ou mil e uma noites. Os fios que tecem uma narrativa encantam ao recontar histórias do coração, de reconciliação – lições que levam da vida. Todo mundo tem uma história para contar, essa é a nossa história.

E todos nós aqui, na solidão desértica da nossa amada Zona Oeste, a olhar as estrelas do céu, tão ávidos e sedentos por ver novamente, no firmamento, a nossa mais querida estrela reluzir, brilhante dentre todas as outras do universo.

O calor que banha de suor o nosso corpo e que aquece nossa região, volta e meia, nos traz à mente imagens que hora nos confundem e, em outros momentos, nos fazem delirar numa overdose de desejos. Loucuras de paixão se misturam com lembranças de bons ventos que um dia sopraram e refrescaram a nossa memória, como em um Saara imaginário que varre, ventando sem fim, tal qual uma oração, o refrão de um samba que me inspira assim..

“Nos meus devaneios,
Quero viajar…
Sou a Mocidade,
Sou Independente,
Vou a qualquer lugar…”

Em devaneios, a caravana parte.

Nela, toda a Mocidade, inebriada de fascínio na imaginação que flui, assim como a brisa que alisa o deserto, na noite que faz sonhar, busca no escuro céu uma guia – sua identidade estelar. Esse vento, que varre as dunas, vem então semear as histórias encantadas que, um dia, foram sopradas no tempo. Desprendidas das areias de tantas terras, se espalharam pelo mundo, se misturando por cá; viajaram aos quatro cantos, num vira e mexe, aqui e acolá, perto e longe, pra lá de Marrakesh, por todo o povo de Alah, como se fosse, a Arábia, um só lugar.

Em um passe de mágica, o dia se faz raiar. Ao refletir sua luz no deserto inclemente, o Sol teima em queimar a nossa cara que, porém, em um facho sorridente, deixa a caravana passar e seguir em frente, pois, para a Mocidade, não existe mais quente.

Seguindo a miragem que nos estampa o olhar, eis que surge um reino mágico – exótico e singular – que nos abre suas portas e nos convida a entrar. O que a princípio espanta os olhos sonhadores que o vislumbram, logo os encantam e os deslumbram quando se estende no horizonte o país, tal qual um tapete mágico para a Mocidade desfilar.

Yalla… Assim se descortina uma grande praça, o teatro de ilusões, o circo do povo, onde os halakis – contadores de histórias e herdeiros de Sherazade, ainda nos encantam, aumentando pontos de conhecidos contos que nos hipnotizam como serpentes ao som das flautas de seus encantadores. Os contos roubados se tornam possíveis diante do caleidoscópio que se forma por sua cultura plural e misteriosa, impregnada de tradições e heranças do passado, de povos que por ali pisaram, deixando marcas no seu viver.

Entre palácios, medinas e labirintos de mascates, a herança fenícia da arte de negociar se encontra nos saberes e sabores dos temperos coloridos que exalam, de suas tajines e do refrescante chá de hortelã, aromas de tantas influências de outros reinos que se fundem por cá, que reluzem nos adornos e nas lanternas, nas taças e nas bandejas que imitam o ouro, e nas joias que enfeitam os véus de suas mulheres, cobertas de respeito e mistérios. Tudo isso se entrelaça a uma trama que tece belos tapetes: linhas que refazem caminhos, histórias sem fim, como se, no esfregar da lâmpada dos desejos, a nossa genialidade nos fizesse voar pela mágica de Aladim.

A cada portal das cidades que transpomos é como se fôssemos guardiões da palavra-chave, um abre-te sésamo, abra-te mente, abra-te Marrocos em seu mundo de possibilidades, revelando a riqueza cultural do seu povo, o seu mais valioso tesouro. Tesouro este, feito, não somente de ricos adornos, mas também de preciosos segredos de sua gente, receitas de bem viver e de valores que muitas vezes desprezamos; lições para se aprender: no meio do deserto, um pote de água, mais do que um de ouro, pode valer.

Devemos ser firmes como o camelo e guardar forças para seguir em frente ao atravessar os Saaras da vida. Entender o sol, o mesmo que arde e queima, e ser a fonte de energia que acende o progresso, ser o vento que sopra a tempestade e a força que move o futuro. De suas areias, aparentemente estéreis, faz brotar riquezas das entranhas da terra que enriquecem este reino encantado que desperta em nós a esperteza de Ali Babá ao preservar um tesouro em suas profundezas.

Segue a caravana, em sua mágica aventura, a conduzir nossos sonhos onde o azul do límpido céu, na imensa tenda de seus berberes, encontra com o plácido anil do Atlântico, cada vaga devolve conchas à praia, um colar de contos de areia e mar. Cantos que nos seduzem, encantos de sereias como as tantas aventuras de Simbad ou de outros tantos marujos
que ousaram velejar.

E nesse vai e vem, ondas de histórias, segredos guardados no mar, de mil e uma ilhas, terras e mitos que ouvimos contar. Mitos de batalhas e glórias, de perdas inglórias, de cheganças e partidas, como fora El Jadida, um dia Mazagão perdida, pela qual lutou o jovem Rei Sebastião, com espada e sangue sobre as areias e as pedras do cais, que se cobrira de mistério ao desaparecer, nas brumas do infinito oceano, para não ser visto jamais.

Entre tantos contos e encantos, tantas histórias ouvidas nessa odisseia onírica que nos leva em labirintos fantásticos, nos mostra agora os jardins do saber, Rhiads do conhecimento um dia semeado pelas mãos de uma mulher que, por trás das muralhas, estão protegidos pela fé e bênção de Alah. Residem até hoje ensinamentos, descobertas e invenções para a humanidade nas escrituras milenares, dos estudos da Terra aos mistérios dos astros; dos cálculos da matemática à alquimia; sortilégios, segredos escondidos no templo da sabedoria; magos da cura e da cirurgia; palavras
que voam dos livros ao mundo e que soam familiares aos nossos ouvidos.

E assim, como as areias da ampulheta que nos alertam sobre o tempo, é chegada a hora do devaneio se dissipar desse sonho e, enfim, despertar em nossa bagagem, na mente, histórias para se lembrar… Tantas imagens, tantas miragens e tantos outros pontos aos contos acrescentar. O exótico se faz agora um velho conhecido – afinidades e semelhanças se abraçam, diversidades e diferenças se respeitam sob a linguagem universal da música na apoteose dessa aventura como um oásis de felicidade.

Viajar é muito mais que encontrar um destino, viajar realmente é reencontrar novos mundos. Fizemos do Saara uma passarela, e no reino do Marrocos, o nosso conto transformou minutos em mil e uma noites de alegria e prosperidade, ao vestirmos a fantasia, tecemos um tapete mágico onde desfilaram os sonhos da Mocidade. Se a nossa música também veio da África, nossas bandeiras, estrelas gêmeas brilharam juntas no coração de nossa gente.

E o calor?

Ah! Esse eu posso garantir que é humano e que, ao som do batuque do samba, não existe mais quente. Se você quiser, é só se unir com a gente que vamos mostrar um reino diferente, bem pra lá de Marrakesh, um lugar com um povo encantado que igual não se tem, que vale mais que um pote de ouro, é o nosso tesouro – nossa gente da Vila Vintém.

Esse papo já tá qualquer coisa… Inshalah!


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Carnaval do Rio de Janeiro 2017 | São Clemente - Enredo, Destaques e Dados



"Onisuáquimalipanse"



FICHA TÉCNICA


Presidente Carnavalesco
Renato Almeida Gomes  Rosa Magalhães


Intérprete Diretor de Bateria
Leozinho Nunes Mestres Gil e Caliquinho


Rainha da Bateria Mestre-Sala e Porta-Bandeira
Raphaela Gomes   Fabrício e Denadir


Fundação Títulos
25 de outubro de 1961 -




SINOPSE


Era uma vez um príncipe que morava num país distante. Quando ele era ainda jovem, o rei, seu pai, morre e ele é coroado rei.

O jovem rei viveu sua juventude com intensidade. Dançava todas as noites, montava a cavalo e organizava torneios, gostava de se mascarar no carnaval, saía de seu palácio para visitar as senhoras importantes do "grand-monde".

Aprendeu a cantar, dançar e a tocar guitarra. Sua mais célebre participação foi em um balé intitulado "Balé da Noite" baseado num poema que dizia:

"No cume dos montes, começando a clarearem,
Já começo a me fazer admirar
Eu dor dor e forma aos objetos
E quem não quiser evitar minha luz,
Vai sentir meu calor…"

Ao final nosso rei representava o sol se levantando em meio às nuvens e tal foi o sucesso que ganhou o apelido de Rei Sol.

E como todo rei se casa com uma princesa, este nosso personagem não escapou a regra e se casou com uma princesa – Maria Teresa Áustria.

Para tomar conta dos seus tesouros, e dos tesouros do país, escolheu o advogado Nicolas Fouquet, que conseguiu sanar as finanças e organizar financeiramente o país. Foi nomeado superintendente das finanças do Rei, uma espécie de ministro.

Este senhor foi acumulando uma fortuna imensa tão grande quanto seu poder. Promovia as artes, no sentido mais nobre do termo, e vivia circundado de poetas, teatrólogos, pintores, músicos etc… para os quais pagava uma espécie de mesada.

Comprou muitos imóveis, mas gostava de um em particular, um palácio, situado não muito longe de Paris, que necessitava de reformas e cujo terreno era um tanto acanhado. Comprou as terras em torno da edificação e deu a missão de reformá-lo a alguns de seus amigos artistas com Lebrun, pintor, Levau, arquiteto e Le Notre, paisagista. Deu a estes artistas total liberdade de criação. O resultado foi surpreendente. O palácio ficou deslumbrante, com suas pinturas nas paredes, espelhos e madeiras douradas, um luxo fantástico. O jardim era tão grande que se perdia de vista. Era um verdadeiro assombro com suas alamedas geométricas, labirintos e gramados que faziam desenhos complexos, intercalados por lagos e espelhos de água com chafarizes.

Tratou de preparar uma grande festa para o rei, que levou nada mais nada menos que 600 convidados. O cozinheiro de Fouquet era excepcional, chamava-se Vatel, não havia, no reino inteiro quem fizesse uma festa como ele. Porque ele cozinhava e inventava as decorações e efeitos para seduzir os convivas.

A recepção foi fantástica – Os chafarizes enfeitavam os jardins e refletiam os fogos de artifícios. Vatel preparou um bufê insuperável, a música era da melhor qualidade e ainda puderam assistir a uma peça de Moliere. Nunca se viu tamanho esplendor – O Rei ficou absolutamente deslumbrado, e depois… muito furioso.

Mandou que o chefe da guarde real, d´Artagnant, prendesse o superintendente, por malversação do dinheiro público, ou real, pois afinal como ele conseguido construir tamanha obra de arte… Fouquet conseguiu ainda avisar aos seus mais próximos, que destruíram os documentos mais comprometedores.

O Rei nomeou outro ministro, chamou os artistas que haviam trabalhado no Palácio de Fouquet e os incumbiu de construir um palácio muito mais bonito, muito mais esplendoroso e do qual ninguém jamais imaginara e com jardins e bosques e árvores frutíferas como ninguém jamais houvesse visto igual.

E foi assim que esses artistas construíram um palácio ainda mais lindo, chamado Versailles.

PS – Essa história aconteceu há muito tempo, qualquer semelhança com fatos de outras épocas é mera coincidência.



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