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segunda-feira, 22 de maio de 2017

Grandes Discos Brasileiros | 'Acústico MTV' - Titãs (1997)



Pela terceira vez aqui na série Grandes Discos Brasileiros vamos falar da banda Titãs, mas ora, porque? Eu ria falar novamente do grupo em um outro momento, mas por conta da comemoração de 20 anos da gravação do Acústico MTV que foi um divisor de águas para a banda e o canal MTV não poderia ficar em branco.



A banda Titãs foi uma das que mais marcaram os anos 80 e começou até bem a década de 90 com grandes discos, mas já percebia em Titanomaquia e logo depois no disco Domingo que as coisas estavam diferentes como vendas e número de hits que era aceitável, mas talvez novos trabalhos não seria um fenômeno de vendas como os grandes da década de 80.

Eis que a MTV tinha um projeto musical que convidava grandes bandas e artistas do Pop, MPB e Rock para gravar grandes sucessos em versões acústicas e os Titãs seria até então o sétimo artista a lançar um disco desta forma e até então o grande Acústico MTV era de Gilberto Gil na questão de produção e Legião Urbana na questão de vendas.


Bastidores do Acústico MTV dos Titãs

O Acústico MTV dos Titãs foi gravado em 6 e 7 de Março de 1997 no Teatro João Caetano e contou com os sete integrantes da banda naquela época, mas eles queriam algo muito maior com direito a uma produção e gravação caprichada com uma orquestra trazendo instrumentos como violino, cello, trompa, trombone, sax, harpa, flauta, clarinete e uma especialista em percussão. A banda trouxe convidados especiais como o ex Titãs Arnaldo Antunes, a cantora Marisa Monte, Rita Lee e Marina Lima, os cantores Fito Paes e Jimmy Cliff. Para finalizar as participações o grupo trouxe Liminha que além de produzir todo o disco, também participou tocando em todas as faixas.

O CD foi lançado junto com o VHS em maio de 1997 e se tornou um fenômeno de vendas e era possível escutar em várias casas e nas rádios algumas das faixas que foram um enorme sucesso. Foi o primeiro álbum da série Acústico MTV a ultrapassar a marca de um milhão de cópias, sendo então o segundo mais vendida da história e o álbum mais vendido da história da banda.


Imagem do Teatro João Caetano na gravação do Acústico MTV

No CD foram gravadas 22 faixas, sendo elas quatro canções inéditas, mas apenas "Os Cegos do Castelo" foi um mega hit que tocou nas rádios, porém as velhas canções conseguiram chegar a um patamar de sucesso enorme como se fossem inéditas, mas isso é em fato de todas as canções ganharem uma repaginação e um grande exemplo foi a canção "Flores" que teve a participação de Marisa Monte. Outras velhas canções que tocaram nas rádios foram "Marvin", mas sem tanto sucesso, mas tocava como flashback assim como "Go Back" e "Televisão".

O grande sucesso deste álbum foi a canção "Pra Dizer Adeus" que para muitos era uma canção inédita, mas aí que nos enganamos, pois esta canção fez parte do segundo disco da banda em 1983, mas não foi single e quando foi repaginada para o Acústico MTV foi aclamada pela crítica e pelo público que ligava nas rádios e pediam esta canção que tocava muito, inclusive em emissoras especializadas em sertanejo e pagode.

O último single lançado pela banda deste álbum foi "Nem Cinco Minutos Guardados" que era uma faixa inédita, mas pela exaustão de tantos sucessos e da banda tocar em vários programas de TV a canção não chegou a fazer um grande sucesso, porém a banda não chegou a parar por muito tempo após a turnê deste disco e logo lançou o próximo.


Faixas

Faixa Título


1
Comida
2
Go Back 
3
Pra Dizer Adeus
4
Família
5
Os Cegos Do Castelo
6
O Pulso
7
Marvin
8
Nem 5 Minutos Guardados
9
Flores
10
Palavras
11
Hereditário
12
A Melhor Forma
13
Cabeça Dinossauro
14
32 Dentes
15
Bichos Escrotos (Vinheta)
16
Não Vou Lutar
17
Homem Primata (Vinheta)
18
Homem Primata
19
Polícia (Vinheta)
20
Querem Meu Sangue
21
Diversão
22
Televisão 



Ouça o Disco



Letícia Spiller é capa da Revista Boa Forma de Maio



A atriz Letícia Spiller de 43 anos é capa da Revista Boa Forma da edição do mês de Maio. Nesta edição ela é entrevistada e fala como mantém seu corpo e também das saudades dos tempos de quando era mais jovem.


Nessa fase, você faz tudo com pressa, pela metade. Quando é muito mais inteligente e sensato agir com calma e paciência





sexta-feira, 19 de maio de 2017

Grandes Discos Brasileiros | 'Lóki?' - Arnaldo Baptista (1974)



Para quem conhece BEM a nossa música brasileira sabe que um dos maiores grupos de todos os tempos foi Os Mutantes que além de ter Rita Lee e Sérgio Dias tinham a companhia de Arnaldo Baptista que sempre foi um artista de personalidade única, sempre inteligente e um músico espetacular, sabendo compor e tocar alguns instrumentos como piano e violão. Iremos falar dos Mutantes em breve, mas vamos destacar apenas o Arnaldo.




Arnaldo Baptista gravou alguns discos solo, mas o que mais destacou toda sua carreira é o intitulado Lóki?, lançado em 1974. Pra confessar eu fui ouvir esse disco pela primeira vez há pouco tempo atrás e isso foi possível graças a internet e a uma curiosidade que tinha por sempre saber que Arnaldo é uma pessoa diferente de outros músicos, e claro o resultado deste disco ficou bom, mas para outros ficou perfeito, sendo inclusive um dos maiores da nossa música.

O que mais chama a minha atenção nesse disco é o piano em praticamente todas as faixas por conta da sua presença forte e explícita em algumas das canções, deixando o disco como uma aula de piano e quem é o professor é o próprio Arnaldo Baptista que além de piano toca órgão, clavinet, sintetizador e violão de 12 cordas.

Outro detalhe que chama atenção é a capa do disco que tem um estilo trash e divide opiniões por ser criativa ou por ser de mal gosto.


Arnaldo Baptista em 1974

Segundo fontes de internet Lóki? foi gravado graças a uma revolta e até crises nervosas sofridas pelo próprio Arnaldo Baptista. O álbum expressa sua angústia perante a sociedade, unida à análise de sufocantes aspectos da humanidade: solidão, drogas, sexo e até óvnis.

O disco traz 10 faixas e todas elas com composições inspiradas por melancolias, decepções e arrependimento. Entre as faixas destaco a que abre que se chama "Será que Eu Vou Virar Bolor?" que já tem uma melancolia, mas tem uma melodia perfeita com introduções de piano sensacionais, assim como na faixa "Uma Pessoa Só" que uma belíssima composição melódica.




Uma canção bem elogiada é "Cê Tá Pensando que Eu Sou Lóki?" que tem uma letra bem composta e uma mistura de jazz com samba com rock, mostrando uma capacidade técnica e estratosférica de Arnaldo.

Outra faixa de grande conceito é "Honky Tonky" que é em sua totalidade um jazz e seria mais uma daquelas aulas de piano que ouvimos no disco. Na faixa "Desculpe" ouço outra forma magnífica e uma aula de como compor uma melodia que ficou muito bem feita.


Faixas

Faixa Título Compositor(es)



1
Será que Eu Vou Virar Bolor?
Arnaldo Baptista
2
Uma Pessoa Só
Arnaldo Baptista / Dinho Leme / Liminha / Sérgio Dias
3
Não Estou nem Aí
Arnaldo Baptista
4
Vou Me Afundar na Lingerie
Arnaldo Baptista
5
Honky Tonky
Arnaldo Baptista
6
Cê Tá Pensando que Eu Sou Lóki?
Arnaldo Baptista
7
Desculpe
Arnaldo Baptista
8
Navegar de Novo
Arnaldo Baptista
9
Te Amo Podes Crer
Arnaldo Baptista
10
É Fácil
Arnaldo Baptista


Ouça o Disco



Anitta é capa da Revista Trip do mês de Maio



A cantora Anitta é capa da Revista Trip deste mês de maio. A revista logo destaca ela na capa e no site como um dos grandes nomes da música e o maior do Pop atualmente.

"Os números confirmam: ela é hoje das maiores artistas pop, senão a maior, do país. Mas o que passa pela cabeça dessa carioca? Leia trecho das Páginas Negras. A entrevista completa está nas bancas!"


terça-feira, 16 de maio de 2017

Grandes Discos Brasileiros | 'Realce' - Gilberto Gil (1979)



Um artista que não pode ficar de fora da série Grandes Discos Brasileiros é Gilberto Gil  que já teve um álbum em destaque aqui e já tinha avisado que teriam muito mais, pois na minha opinião Gilberto é o artista brasileiro mais completo que já vi na história da nossa música por ser um compositor sempre inspirado, tocar instrumentos, interpretar canções de uma maneira diferenciada e criativa e a capacidade de se reinventar em anos de carreira.




O disco que será destacado é Realce, lançado no ano de 1979 e pelo que já vimos até pela capa o cantor Gilberto Gil vivia, experimentava e respirava novos ares musicais e mostrava que sua capacidade artística de reinvenção era enorme.

Nesse disco vemos uma mistura de estilos musicais como a nossa MPB junto ao R&B, Reggae, Soul e até mesmo a Disco Music que era um estilo que dominava nessa década. A gravação de Realce foi realizada em Los Angeles e Gilberto Gil contou com uma grande produção de Marco Mazzola e participações especiais de Steve Lukather nas guitarras e os teclados de Jerry Hey.


Gilberto Gil em 1979

A primeira faixa é uma das minhas favoritas, sendo justamente a faixa "Realce" que dá nome ao disco que vem num clima bem alto astral, festiva e alegre. Isso vemos na letra com palavras positivas, motivacionais e que dependendo de como estiver a vida podemos realçar com mais purpurina. A parte melódica da música é uma das minhas favoritas em toda sua carreira.

O disco tem outras faixas com canções com um astral que vale a pena ouvir como por exemplo "Sarará Miolo" que tem uma letra muito bem composta, assim como a canção "Toda Menina Baiana" que é uma das minhas favoritas deste disco e vale muito a pena reparar nos instrumentos de percussão utilizados, inclusive podemos ouvir palmas da mão como instrumento e um belo time de backing vocals.


Gilberto Gil no especial da TV Cultura em 1979

Destaco também canções que vinham num outro ritmo e de sucesso como "Superhomem - A Canção" que tem uma letra inspirada em Caetano Veloso diante de um relato sobre um filme que o mesmo participou. A canção "Marina" mistura bem o Disco com Pop e R&B, lembrando até a forma como Michael Jackson fez em Off The Wall. A letra desta canção eu gosto e fala de um lamento de Gil com a pessoa que dá o nome a faixa.

Acredito que a faixa de maior sucesso deste disco e é uma das minhas favoritas em toda carreira de Gilberto Gil é "Não Chore Mais" que é a versão da canção "No Woman, No Cry" que é considerada a melhor ou uma das três maiores canções de Reggae da história, tendo diversas regravações e com Gil fez um sucesso que é até hoje eterno.


Faixas

Faixa Título Compositor(es)



1
Realce
Gilberto Gil
2
Sarará Miolo
Gilberto Gil
3
Superhomem - A Canção
Gilberto Gil
4
Tradição
Gilberto Gil
5
Marina
Dorival Caymmi
6
Rebento
Gilberto Gil
7
Toda Menina Baiana
Gilberto Gil
8
Logunedé
Gilberto Gil
9
Não Chore Mais
Vincent Ford, versão Gilberto Gil


Ouça o Disco




segunda-feira, 15 de maio de 2017

Camila Queiroz é capa da revista Joyce Pascowitch do mês de maio



Uma das atrizes com maior ascensão da televisão brasileira é a jovem Camila Queiroz que é capa da revista Joyce Pascowitch do mês de maio que já destaca o sucesso e o bom trabalho que vem fazendo.




sábado, 13 de maio de 2017

Grandes Discos Brasileiros | 'Construção' - Chico Buarque (1971)



O Brasil nos tempos da Ditadura Militar foi motivo e inspiração de grandes canções tendo composições cercadas de diretas ou indiretas protestando os líderes daquela época e muito destes artistas eram a voz daqueles que não podiam falar, pois estavam amordaçados ou não havia a coragem necessária de se expor, mas se viram refletido no músico Chico Buarque que foi um dos mais corajosos e altaneiros contra esse governo. Diante disso Chico acabou sendo exilado do Brasil, mas mesmo tão distante conseguiu realizar ótimos trabalhos e com as canções de protesto.



Um disco de muita expressão contra a Ditadura Militar e que foi um grande sucesso de público e crítica foi Construção, de 1971. A história deste disco começou no exterior, quando Chico Buarque começou a compor na Itália e terminou de escrever aqui no Brasil e logo realizou o procedimento de gravação das dez faixas. O disco é carregado de críticas ao regime militar vigente, principalmente no que concerne à censura imposta pelo governo.


Chico Buarque em 1971

Para falar deste disco temos que falar primeiramente e fazer até um especial para a canção "Construção" que é considerada por críticos a melhor canção brasileira de todos os tempos.

A letra de "Construção" foi composta em versos dodecassílabos, que sempre terminam numa palavra proparoxítona. Os 17 versos da primeira parte (quatro quartetos, acrescidos de um verso-desfecho) são praticamente os mesmos dezessete que compõem a segunda parte, mudando apenas a última palavra. Os arranjos são do maestro Rogério Duprat, em uma melodia repetitiva, desenvolvida inicialmente sobre dois acordes. A música, entretanto, tem harmonia bem mais complexa.


Uma página de revista destacando o sucesso da canção "Construção"
 
Em um formato tipicamente épico, "Construção" narra a história de um trabalhador da construção civil morto no exercício de sua profissão, em seu último dia de vida, desde a saída de casa para o trabalho ("Beijou sua mulher como se fosse a última") até o momento da queda mortal ("E se acabou no chão feito um pacote flácido"). O narrador observa, organiza e comunica os acontecimentos, ocorridos numa história circular, cantada em melodia reiterativa e que modifica o ângulo de observação a cada repetição da letra com a troca de comparações ("Ergueu no patamar quatro paredes sólidas/mágicas/flácidas"), mas que no final encaminha para o mesmo fim, uma morte.

A letra contém uma forte crítica à alienação do trabalhador na sociedade capitalista moderna e urbana, reduzido a condição mecânica - intensificado especialmente por seus atos no terceiro bloco da canção ("máquina", "lógico"). Quando esse trabalhador ("um pacote flácido/tímido/bêbado") morre, a constatação é de que sua morte apenas atrapalha o "tráfego", o "público" ou o "sábado".

Em 2001, o jornal Folha de S.Paulo, em uma enquete realizada com 214 votantes (entre jornalistas, músicos e artistas do Brasil), elegeu "Construção" como a segunda melhor canção brasileira de todos os tempos - atrás de Águas de Março, de Tom Jobim. Já em uma eleição, em 2009, promovida pela versão brasileira da revista Rolling Stone, "Construção" foi eleita a melhor canção brasileira de todos os tempos.



Enfim, voltando a falar do disco há outras canções que podemos destacar como "Cotidiano" que tem uma linha pensamento e filosofia bem parecido com a faixa título, mas este fala de uma mulher que tem uma rotina que é mesma coisa todos os dias. Vale a pena ler esta letra e acompanhar a interpretação de Chico que está espetacular.

A canção "Valsinha" é um clássico das canções mais lentas de Chico e traz consigo uma letra poeticamente linda, rica e bem inspirada e muito bem interpretada sob uma linda melodia.

Outra canção muito querida dos fãs e críticos de Chico Buarque é "Desalento" que tem uma melodia bem samba canção bem fina e sob ela uma interpretação bem técnica como sempre soube fazer e a letra é outra poesia escrita por Chico.


Faixas

Faixa Título Compositor(es)



1
Deus Lhe Pague
Chico Buarque
2
Cotidiano
Chico Buarque
3
Desalento
C. Buarque, Vinicius de Moraes
4
Construção
Chico Buarque
5
Cordão
Chico Buarque
6
Olha Maria (Amparo)
C. Buarque, V. de Moraes, Tom Jobim
7
Samba de Orly
C. Buarque, Toquinho, V. de Moraes
8
Valsinha
C. Buarque, V. de Moraes
9
Minha História
Lucio Dalla, Paola Pallotino; versão de C. Buarque
10
Acalanto
Chico Buarque


Ouça o Disco



sexta-feira, 12 de maio de 2017

Campeonato Brasileiro 2017 | Análises e Projeções


Amanhã começa o Campeonato Brasileiro e sempre gosto de dar meus pitacos, porém difícil acertar algo. Nesse ano de 2017 eu vejo 4 times com possibilidades de vencer, sendo eles o Flamengo com seu ataque viril e time equilibrado, Palmeiras com seu elenco forte em todas as posições, Corinthians com a defesa que ninguém passa e ser forte em casa e o Atlético Mineiro que além de ter o segundo melhor elenco tem uma torcida que sabe empurrar e tem talentos individuais que podem fazer a diferença de levantar a taça. Acredito que São Paulo e sua crise possa o deixar no meio da tabela, mas torço para que seja campeão. Para o rebaixamento creio que a Chapecoense possa não segurar a pressão fora de casa e perder pontos importantes e creio que Avaí seja o saco de pancadas e acho que o Vasco pode cair de novo.



Grandes Discos Brasileiros | 'Caetano Veloso' - Caetano Veloso (1968)



Na série Grandes Discos Brasileiros estamos falando de grandes trabalhos realizados por grandes artistas da nossa música e não poderia falta um dos nossos gênios da nossa MPB que é o cantor Caetano Veloso que é considerado por alguns especialistas e críticos como o principal artista brasileiro da nossa música que tem sua carreira iniciada em 1965 e até hoje é um ícone da MPB.




Em sua riquíssima carreira, Caetano Veloso gravou 30 discos de estúdio e a grande maioria deles foram sucessos de venda, crítica, público e foi influência para outros artistas. Hoje iremos destacar o seu segundo disco da sua carreira chamado Caetano Veloso, lançado em 1968 e que foi uma das obras mais aclamadas da história da música e é considerado um dos cinco melhores trabalhos da Tropicália.




Esse disco teve arranjos de Júlio Medaglia, Damiano Cozzella e Sandino Hohagen. As composições foram todas feitas pelo próprio Caetano Veloso de forma individual ou em parceria. O disco foi produzido por Rogério Duprat que era um dos grandes nomes na época e que ajudou muitos artistas naquela época.

O disco tem o que eu considero a melhor canção de Caetano Veloso e uma das 20 melhores de toda nossa música que é a faixa "Alegria, Alegria". Esta canção foi praticamente o ponto de partida para que o Tropicalismo alcançasse outros ares. O maior feito desta canção foi quando ela foi apresentada no Festival da Música Brasileira, na TV Record em 1967. Apesar da rejeição inicial, a música acabou conquistando a maior parte da plateia. Acabou se tornando uma das favoritas, com as manifestações favoráveis superando as facções mais nacionalistas. A música acabou chegando em quarto lugar na premiação final.

Abaixo o vídeo da apresentação de "Alegria, Alegria" no Festival e reparem na alegria e a empolgação das pessoas ao ouvir esta canção.



O disco ainda tem outras grandes canções e destaco o sucesso "Soy Loco por Ti, América" que ajudou ainda mais Caetano Veloso decolar na sua carreira. Esta canção é uma das primeiras a serem gravadas em português misturado com espanhol, ou seja, o portunhol, porém há registros que esta canção foi a primeira a fazer sucesso neste estilo.

A canção "Tropicália" pode ser considerada até uma introdução do que é a Tropicália, pois além do nome que já diz tudo, tem uma letra bem característica da época deste movimento musical.




Outras canções de destaque é "No Dia Em Que Eu Vim-me Embora" que tem uma melodia bem característica usada por bandas da Tropicália e da Jovem Guarda, sobretudo pelo teclados utilizados, algo que raramente ouvimos atualmente. Outra canção que retrata bem a identidade daqueles tempos é "Superbacana" que tem uma composição mais humorada.


Faixas

Faixa Título Compositor(es)



1
Tropicália
Caetano Veloso
2
Clarice
Caetano Veloso, Capinam
3
No Dia Em Que Eu Vim-me Embora
Caetano Veloso, Gilberto Gil
4
Alegria, Alegria
Caetano Veloso
5
Onde Andarás
Caetano Veloso, Ferreira Gullar
6
Anunciação
Caetano Veloso, Rogério Duarte
7
Superbacana
Caetano Veloso
8
Paisagem Útil
Caetano Veloso
9
Clara
Caetano Veloso, Perinho Albuquerque
10
Soy Loco por Ti, América
Gilberto Gil, Torquato Neto, Capinam
11
Ave Maria
Caetano Veloso
12
Eles
Caetano Veloso, Gilberto Gil



Ouça o Disco



segunda-feira, 8 de maio de 2017

Gal Gadot é capa da revista Marie Claire americana no mês de maio



No dia 1º de junho vai estrear em todos os cinemas do mundo o filme da Mulher Maravilha, estrelado pela belíssima atriz israelense Gal Gadot, de 32 anos. 

Enquanto o o filme não estreia a atriz divulga os trailers do novo filme que irá lançar e participa de alguns eventos como entrevistas de TV e eventos oficiais para divulgar o filme, mas algo raro na carreira da atriz é aparecer estampada em capas de revistas e ela está protagonizando uma bela capa na revista Marie Claire do mês de maio.






Grandes Discos Brasileiros | 'Zeca Pagodinho' - Zeca Pagodinho (1986)



Um dos maiores sambistas de todos os tempos com certeza é Zeca Pagodinho que tem uma carreira sólida e tem um enorme respeito entre sambistas e artistas de outros segmentos musicais. Uma das qualidades de Zeca é o seu jeito de interpretar suas canções com malemolência usando notas sem aquela precisão como usam outros grandes cantores, deixando como uma marca do cantor. Além disso Zeca é compositor e já tocou cavaquinho.



Muitos discos Zeca Pagodinho lançou em sua carreira que começou em 1983, mas nada melhor que o seu disco de estreia que foi um grande acontecimento em 1986, vindo numa boa hora já que o pagode estava em constante crescimento e muitos artistas surgiam, mas esse disco é considerado o melhor daquele ano.

O sucesso das canções renderam uma marca histórica de vendas, ultrapassando mais de um milhão de cópias, sendo considerado um dos discos de pagode mais vendidos da história. A crítica especializada apontavam este disco como algo inesperado, uma surpresa grata e os sambistas aclamaram este grande acontecimento.


Zeca Pagodinho e sua madrinha Beth Carvalho

Deste disco temos grandes canções de pagode, samba e o partido alto que seria um samba tradicional, mas com percussão africana. Além disso temos letras que falam das pessoas da sua região natal, de romantismo, sendo a maioria com muito humor e aquela alegria que vemos e m cada faixa.

Talvez o grande sucesso deste disco e que é eterno em seus shows é "Coração em Desalinho" que tem uma bela letra e uma melodia bem cadenciada, sendo de fato a minha canção favorita. 




Outra canção de grande sucesso comercial e nas rodas de samba é "Quando Eu Contar (Iaiá)" que tem uma letra bem divertida e uma melodia que cabe muito bem nas rodas que encontramos no Rio de Janeiro. A faixa "Brincadeira Tem Hora" que é a última deste disco foi outro grande destaque e sucesso na carreira de Zeca que compôs esta letra. Outra canção que foi um grande sucesso e sempre tocada em rodas de samba é "Judia de Mim".

Não posso deixar de falar de duas canções que não foram sucesso nas rádios e nunca ouvi em roda de samba, mas quando ouvia este disco eu gostava da letra por ser bem humorada assim como os singles, sendo elas a canção "SPC" e a canção "Cidade do Pé Junto".


Faixas


Faixa Título Compositor(es)



1
S.P.C.
Zeca Pagodinho Arlindo Cruz 
2
Coração em Desalinho
Diniz Ratinho 
3
Jogo de Caipira
Nei Lopes Sereno 
4
Se Eu For Falar de Tristeza
Zeca Pagodinho Beto Gago 
5
Quando Eu Contar (Iaiá)
Serginho Meriti Beto Sem Braço 
6
Cheiro de Saudade
Sereno Mauro Diniz 
7
Pout-Pourri de Partido Alto: Hei de Guardar Teu Nome/Vou Lhe Deixar No Sereno/Macumba da Nêga
Arlindo Cruz Adilson Victor Beto Sem Braço 
8
Casal Sem Vergonha
Acyr Marques Arlindo Cruz 
9
Quintal do Céu
Wilson Moreira Jorge Aragão 
10
Cidade do Pé Junto
Zeca Pagodinho Beto Sem Braço 
11
Judia de Mim
Wilson Moreira Zeca Pagodinho 
12
Brincadeira Tem Hora
Beto Sem Braço Zeca Pagodinho 



Ouça o Disco



sábado, 6 de maio de 2017

Raimundos lança CD + DVD Acústico com canções consagradas e inéditas



Na metade de 2016 o grupo Raimundos anunciou a gravação e enfim o álbum Raimundos Acústico saiu do forno e vem repleto de canções, sendo as consagradas que fizeram um enorme sucesso nos anos 90 e algumas inéditas, sem falar das participações especiais.




Quem se lembra dos bons tempos do Acústico MTV? Eu sempre fui fã e obcecado por este tipo de trabalho e depois do fim da velha MTV os álbuns acústicos ficaram sumidos e tivemos poucos discos gravados deste forma e a último boa lembrança que tivemos foi do CPM-22, Capital Inicial e O Rappa que foi o mais recente.

O que me chamava a atenção nos velhos acústicos era a total exclusão das guitarras e ver canções repaginadas no violão e ver instrumentos nada convencionais no rock como uma orquestra, uma percussão cheia de invenções e criatividade, backing vocal afinados e grandes participações. Acredito que esse álbum do Raimundos trouxe um pouco daquela nostalgia dos velhos e bons tempos do Acústico que ainda tinha uma finalidade de dar um gás na carreira do artista que estava até fora das paradas de sucesso e saindo da memória de algumas pessoas e grandes exemplos disso é o Capital Inicial que se tornou outra banda após seu Acústico MTV e podemos citar o Roupa Nova que não gravou pelo selo MTV, mas ganhou um público mais jovem com seu acústico.




Bandas e Músicos Convidados

O álbum traz obviamente o quarteto que é a banda, mas também convidaram músicos para agregar o álbum. E o que eu gostei da parte instrumental é que temos instrumentos de sopro como trompete e trombone. Temos instrumentos como violino, cello e percussão que geralmente vemos em trabalhos acústicos e achei isso bem positivo me fazendo lembrar dos velhos acústicos.


Raimundos

Digão: voz e violão
Canisso: baixolão, ukulele bass e vocal de apoio
Marquim: violão e vocal de apoio
Caio Cunha: bateria (exceto "Selim" e "Cintura Fina") e vocal de apoio
Músicos convidados 

Marcão (Charlie Brown Jr): violão e vocal de apoio
Jorge Bittar: piano, órgão Hammond e vocal de apoio
Renato Azambuja: percussão
Pedro Vithor: saxofone
Felippe Pipeta: trompete
Will Tocalino: trombone
Alexandre Brasolim: violino e arranjo de cordas
Juliane Margens: violino
Samuel Pessatti e Péricles Gomes: cellos
Michele Passos: arregimentação de cordas





Convidados Especiais

Como todo trabalho acústico os convidados especiais são fundamentais e uma tradição aqui no Brasil. Nos tempos do Acústico MTV geralmente os convidados participavam e anos depois estavam gravando seu disco acústico. Dois nomes de peso vieram neste álbum como Dinho Ouro Preto que é experiente neste tipo de trabalho e Ivete Sangalo que chegou a participar do álbum acústico de Sandy e Júnior.

Rick Campos (filho de Digão): piano em "I Saw You Saying (That You Say That You Saw)"
Dinho Ouro-Preto (Capital Inicial): voz em "Mulher de Fases"
Oriente em "Dubmundos"
Ivete Sangalo: voz em "Baculejo" e "A Mais Pedida"
Fred Castro (ex-Raimundos): bateria em "Selim" e "Cintura Fina"
Alexandre Carlo (Natiruts): voz em "Deixa eu Falar"



Faixas

Como dito no começo o álbum traz canções de sucesso e algumas inéditas em CD + DVD e um ponto a desejar é que a canção "Eu Quero Ver o Oco" está disponível apenas no DVD e quem é fã de verdade da banda vai sentir falta deste grande sucesso no CD, mas em plataformas como Spotify todas as 27 canções gravadas no álbum estão disponíveis.



Faixa Canção


1
Gordelícia
2
Palhas Do Coqueiro
3
O Pão Da Minha Prima (citação: Monkey Man)
4
Papeau Nuck Doe
5
Rapante
6
Sereia da Pedreira
7
El Mariachi
8
Mulher de Fases (participação especial: Dinho Ouro Preto)
9
Dubmundos (participação especial: Oriente)
10
Bonita
11
Opa! Peraí, Caceta
12
Baculejo (participação especial: Ivete Sangalo)
13
A Mais Pedida (participação especial: Ivete Sangalo)
14
Selim (participação especial na bateria: Fred Castro)
15
Cintura Fina (participação especial na bateria: Fred Castro)
16
Cera Quente
17
Deixa Eu Falar (participação especial: Alexandre Carlo)



Faixa Single "Bonita"

No vídeo temos uma noção de como ficou o trabalho, vendo a banda, os demais músicos e o cenário da casa de show



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